sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O boteco de Zé qualquer


Entre boleros e tropeços o triste boêmio segue casado com as noites de esbórnia e apenas a lua lhe indica o caminho em farras intermináveis ele perde rumo vomitando suas mágoas em alguma sarjeta imunda. O bar está fechando e seu ébrio amontoado de farrapos não é bem quisto no local e a partida deve ser imediata deixando de lado a noite sua fiel companheira sempre a espera de um abraço. Como aquele velho samba de um jardim dos lamentos a noite ainda tem muitos perfumes roubados para exalar acompanhados por aquela velha partida de dominó com os camaradas e umas doses de alguma aguardente tão vagabunda quanto a jornada vadia desse personagem de noitadas eternas no boteco de algum Zé qualquer tão ninguém quanto ele.

Um comentário:

simone disse...

as melhores companheiras \o/

noite e a garrafinha..

aHUAhuHauaHUhuhuaHuahuahUAHE