quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dimensão sensorial: um bar com música de qualidade


Um amigo meu de longa data e frequentador assíduo da música urbana, um dia resolve montar sua própria loja de discos com um chapa dele que seria o sócio. A dimensão sensorial era a loja mais caótica que se podia frequentar. A música urbana era o ponto de encontro da tarde para trocar ideias mas no fim da tarde o papo migrava pra dimensão onde as bebedeiras não tinham hora pra acabar,onde todo dia se enchia a cara escutando bons vinis fumando uns cigarros,jogando xadrez e sempre vendo e participando das situaçõess mais inusitadas. Se a música urbana foi a pioneira em semear o rock'n'roll na vida de muita gente,a dimensão disseminou o caos,os excessos e todo o lado visceral,cru aquele belo tapa na cara que te mostra que essa vida desgarrada de rock não é so beber e fazer sexo não. As pessoas vomitam e brocham também. A sensação que eu e meus amigos de "gangue" compartilhavamos era a única certeza que teríamos pra amanhã era a de se embriagar desenfreadamente. Sexo,drogas e rock'n'roll numa loja que era mais que uma loja. Era o nosso bar onde se podia ouvir Dr. feelgood e seu blues sujo e etilico ou a psicodelia do united states of america com seu violino eletrificado cuspindo barulho. Tinhamos até uma coleção de troféus, que eram as garrafas vazias dos mais variados tipos de bebidas alcoolicas que colecionavamos no lado de fora da loja. E cada membro desse grupo de amigos junkies era diferente e interessante ao seu modo. Não existia tédio e quando ele incomodava era logo eliminado, pois era bom beber com pessoas criativas e sempre ter a única certeza que tudo era incerto. E assim como a música urbana essa loja fez diferença, a urbana ainda existe mas a dimensão sensorial acabou, mas fica as marcas em cada um dos que viveram a intensidade daquela lojinha onde a festa nunca terminava e era certo que iríamos viver todas as festas de amanhã. Agora as festas não são mais frequentes, mas quem sabe amanhã, pois o futuro sempre nos pertenceu mesmo.

5 comentários:

Géssica Medeiros disse...

igor, escreve um livro!

Conotativos disse...

Nostalgia pura frequentei poucas vezes a dimensão, mas da poucas sempre foi demais. O melhor tudo é que ela tinha um dono que era uma figura.

simone disse...

omi... eh foda como vc escreve.. nao medindo a palavras.. e tipo a melhor parte eh q vc sabe "kem se ofender ou pensar kalker coisa foda-se eu so to escrevendo"

\o/

e sessão nostalgica essa omi..

satanasss

geraldo_2022 disse...

realmente bons tempos aqueles, muitas loucuras alucinantes, bebidas e outras coisas mais, tudo regado a uma boa música, e´isso aí!

harrison disse...

a dimensão era mó legal ;]

jailson, um judeu com dois "comércios" fracassados. não merece o céu...