quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O jantar ta frio

Olhos de vácuo
Engolem a vontade
Profundos vazios
Como o medo
O receio em fechar
E o escuro tomar a visão
Junto ao sorriso desolado
A espera do segundo
O segundo que não quer passar
E a mesa na frente
E ele nunca passa a maldita manteiga
Em um coma sem fim ele apenas sorri
Pra nada em especial
É só um jantar na mesa.

2 comentários:

geraldo_2022 disse...

escreveu pouco e disse tudo!!! Poesia pura, e eu me identifiquei tb, muito bom, gostei!

Clarissa Marinho disse...

muito bom!gostei muito desse!