terça-feira, 20 de novembro de 2007

Obrigado e volte sempre!

Dia desses observando um casal como se fosse o meu reflexo no espelho e eu estivesse procurando algo estranho no meu rosto, eu percebo que eles falavam pausadamente mesmo estando distantes de mim e e que seus olhos tinham um deserto devastado como todo o fim. É assim sempre ? as coisas acabam, e eu ali parado olhando não sentia pena ou compaixão alguma pela situação, talvez uma certa identificação ou simplesmente não importa pois meu cigarro tinha acabado e essa era uma preocupação deveras importante na minha vida. Ando parte do bairro devagar pensando em nada em particular no impulso de chegar a loja de conveniência do posto que era o único lugar aberto naquela hora pra comprar cigarro e cerveja e nem percebo que estava na loja a alguns segundos e quando olho estou de frente as revistas que falam das celebridades e de suas vidas e me pergunto o que torna interessante a vida dos outros. Pra que eu iria querer saber com quem a Deborah Seco ta trepando ou qual o carro novo do faustão? chego no balcão e consigo o que quero e ainda ganho um sorriso falso da atendente ou seria ela tentando alguma aproximação? vai saber, é tudo tão falso por ai fora. Volto as ruas e acendo o cigarro e dou um bom gole na cerveja que desce gelada como a morte deve ser, e sinto um conforto que me faz pensar nos casais tão distantes como as malditas estrelas do céu,e a minha cerva tão perto e e a fumaça ali comigo sendo tragada e jogada de volta se perdendo mundo afora como todos se perdem na vida. Uma bituca no chão acesa e eu piso pra apagar e ela me lembra do amor que todo mundo tanto fala mas que n se pode fumar,beber ou pisar e eu pergunto o que se pode fazer com ele? tanto faz! a garrafa ainda ta cheia e o caminho de volta pra casa é longo.

Um comentário:

Clarissa Marinho disse...

gostei!
depois fala de mim né,e dos meus textos fortes hehe