quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Viagem ao centro da merda

Vamos aos fatos! gente se importando demais com sua vida ou que acha que é o motivo pra tudo, desde a sua ida ao cinema até a sua ausência numa aula, é uma grande merda. E o centro da merda é o que? o cu, ele que faz a merda toda rolar mundo abaixo. Esse seria mais um texto contra o ego e a mediocridade das pessoas e eu falaria sobre o quanto é ridículo aquele cara que fica regulando tudo na sua vida baseado em julgamentos que brotam dos seus conceitos broxantes do que é certo ou errado ou eu poderia falar do cara que acha que o mundo conspira contra ele pois ele deveria ser chamado pra todo evento que ele é tão relevante pra humanidade quanto o Obama. Mas o Obama é mais um que caga como eu e você e eu to de bom humor pra falar sobre gente que que precisa ser um cu pra ser feliz, precisa ser o centro da merda saca? afinal, vamos esquecer esse papo de esquartejar e expor os podres da humanidade pois esta chegando o natal, uma bela data cristã,único período do ano em que Jesus vende menos que papai Noel, que Jesus n tem o saco vermelho e não sai por ai distribuindo fuzil no morro. Um belo país com um Cristo de braços sempre abertos pro descaso,fome e demais mazelas que lembramos no fim de ano pra bancar a alma caridosa e espalhar o amor fraternal que logo da lugar ao cada um por si e todo o egoísmo e crueldade tão comum a cada ano. Não existe natal para todos e isso é tão bonito não é mesmo? o que existe mesmo é um dia como qualquer outro, a diferença é que nesse as lojas lucram mais. Mas ano após ano é a mesma coisa e isso não tem nada de novo e essa merda toda ta parecendo redação de primeiro ano feita por adolescente metido a comunista. Confesso que é um texto entediante e feito por alguém entediado com o tema e acima disso, de saco cheio com os heróis,gênios,astros,ícones,deuses,formadores de opinião,qualquer mártir de merda,revolucionários e rebeldes,artistas,autoridades e todo rotulo imbecil que servir pra diferenciar e dividir em hierarquias,grupos ou simplesmente definir alguém como se isso tudo fizesse diferença. As vezes eu acho que é preciso crer muito pra não acreditar em nada, pois não é fácil,principalmente quando te tacham disso mesmo sabendo que até o não acreditar é uma forma de crença mas continuar nisso seria um blá blá blá sem fim típico de gente metida a filosofo, não que eu me importe com os leitores desse blog e suas opiniões(existem exceções que chamo de amigos porque leitor é coisa pra escritor) mas os comentários que vejo são melhores que os textos que a meu ver não tem nada demais, mas os comentários sim, muitas vezes deveriam figurar em um bom livro de piadas. Pra que definir um cara que nem escritor é e que não gosta de definições? não estou sendo arrogante mas sim querendo expor que todos, inclusive quem não tem a tal da "cultura" e "educação" podem realizar coisas realmente interessantes e pra que limitar as pessoas a rótulos e definições? rótulos e definições são coisas deveriam ser produzidas pelo tal centro da merda que falei logo no inicio. Eu sinto vivo! depois de tanto tempo morto ou com morte por perto e tenho pra que perder tempo explicando o porque de me sentir assim. Interprete como quiser, mas esse ano eu puxei a descarga e to com outro ano idiota como todos pela frente mas com muita coisa real rolando comigo, então o ano pode ser mais um mas minha vida é única assim como a sua, portanto ta na hora de pensar nela e tomar as rédeas. Não falo de um novo começo ou promessas para fim de ano, mas de coisas presentes, atuais e que poderiam ser sempre presentes que estão sendo válidas. Algumas mortes são inícios mas agir como um morto não começa porra nenhuma. Quem perde tempo julgando esta se privando de cometer um crime e os crimes é que tornam as coisas interessantes. Eu pratiquei o meu e não vou ganhar presente do velho Noel, mas estou com o resultado dos meus crimes e foragido da culpa, livre para falhar sem esse pudor mesquinho que você tem e te limita a essa eterna busca pela perfeição que nunca foi perfeita.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Aqui jaz uma chuva de navalhas ensurdecedoras

Ele costuma ficar feliz em dias de chuva, quando não se consegue escutar os pensamentos e nem as perguntas pois a chuva cai pesada ,sem piedade e te empurra pra baixo em algum lugar perdido no meio de uma tormenta onde as nuvens um dia esconderam algo que agora não importa mais. Um velório seguido de um enterro daquilo tudo que um dia você chamou de vontade. A chuva passa e algo passa junto com ela mas você não sabe o que é, e os dias sem explicações vão embora dando lugar a respostas que nunca respondem nada.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O porão que nunca tive dentro de casa

Uma dúvida insistente sobre essa eterna mentira sutentada pelo medo, e toda essa tradição de se esconder atras das crenças. Acreditar é so uma fuga que escolhemos pra aliviar o óbvio. Descemos escada abaixo o corredor escuro, e dessa vez descemos demais e a vida escorre em nossas mãos e o futuro, ainda mais escuro, no fim do corredor parece ser distante demais pra importar. O tempo constroi coisas mas as destroi com maior facilidade e sem piedade ele nunca avisa quando as coisas acabam. Juntando os pedaços dentro de você tentando construir um arremedo do que foi e toda aquela motivação dos dias em se era ingenuo demais vão embora com todo o tal conhecimento que muitos ostentam com orgulho. Mas não se pode fugir desse conhecimento e nem seria bom fugir dele, pois a conclusão sempre vai ser fechar os olhos e descansar e todos merecem um bom descanso depois de uma longa caminhada, principalmente quando essa caminhada sempre foi rumo ao nada. Mas podemos fazer tanta coisa quando estamos caminhando pra esse nada, so basta escolher algo.

sábado, 8 de novembro de 2008

Luto pelo óbito de uma noite perdida em doses

Quando as perdas e danos são irreparáveis e a vontade de sentir outra coisa mesmo que seja outra dor é mais forte do que se possa explicar, você apenas age sem pensar, explicações e culpa não tornam coisas acabadas novamente existentes. A noite segue zumbindo um mantra na sua cabeça que parece insistir em repetir "foda se tudo" e essa se torna a resposta para todas as perguntas idiotas e rascunhos de problemas que esfregam na tua cara quando você sabe que ao seu alcance tem o fim, lágrimas podem não estar presentes e nem o luto das homenagens póstumas com toda sua pomposidade carnavalesca que não serve pra nada e nem prova o que se sente quando a dor não te mata e te faz pensar se não seria melhor se ela matasse. A guitarra é legal, o baixo do jeito que você gosta e vocal é bom mas tudo parece artificial demais, vazio e sem nexo algum numa noite perdida. O tempo passa e a manhã parece nunca chegar deixando pra trás essa madrugada eterna, e o desejo ateia fogo em estacionamentos, e se tenta sentir algo quando não se pode mais se dar ao luxo das sensações e você confuso acorda e vai pra uma sala e fica preso aqueles malditos fones, sozinho numa sala fria e enquanto você grita as pessoas costumam rir. Nenhum baseado consegue te deixar chapado como gostaria porque é tarde demais pra negar a perda...sofrer é algo real mas ao menos se esta vivo pra reclamar disso, pra outros os dias de gemidos doloridos num lamento sem fim se foram e restou o quarto solitario. Ao menos o fumo era bom apesar de não ter surtido muito efeito.

sábado, 1 de novembro de 2008

Defeito de fabricação

Posso ser a dor constante, assim como fui lama
Ter 1 minuto, quando nunca tive nenhum motivo
Quero o seu lixo ,como um dia tive seu afeto
Sou um acidente barulhento e a dias não escuto distorções

Sugando outro dia, e antes tinha o chão frio
O vômito reflete segredos, gritar foi uma escolha
Mais uma lacuna que preenche um cotidiano
Cheio de ideias perigosas e com as mãos prontas pra agir

A paranóia move seus olhos furtivos
Uma procura confusa, um ponto perdido
No meio do nada muitas coisas encontram um fim
Escolhas erradas por um preço alto

Feridas abertas dentro da sua cabeça
Te deixam em pânico, surtando, tingindo tudo a seu alcance
Tudo num vermelho vivo, intenso
Deixando as coisa em volta sem vida

Não se ama sem pensar no maldito amanhã
Mas se mata agora e sempre
A urgência em destruir tudo
É algo incluso no nosso pacote desde a fabricação
Sem manual de instruções acabamos com tudo aquilo que importa

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Não custa nada duvidar

Não negue a dúvida que te faz questionar
Tantas verdades num mesmo lugar
Qual delas mente menos?
Nunca se fala o bastante
Quando o desejo se faz presente
E o passado se torna uma amarra
basta escolher por você
Seja gim,amor ou nada
Quem quer moderação?
Excesso do que faz bem
Nunca é demais
Te dizem que faz mal
Mas beijar a falta de vida é pior do que a morte
Portas abertas,pernas abertas, mentes abertas
Um dia terminam em algum lugar
Mas quando se fecham
Se vai pra canto nenhum
Tome um gole de vida e sinta goela abaixo
Ou siga a linha do medo de tentar
A linha que segue o que querem pra você
Ta sempre nas vitrines,na tv ou na sua cabeça
Sempre dizem que é o certo
Mas você é o freguês encostado no balcão esperando viver
Viva goela abaixo ou na linha com medo de tentar
O que você quer é o que querem pra você ou o que você sente?
Não custa nada duvidar

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Assumindo a culpa de ter culpa

"Quanto mais o tempo voa, mais a tua culpa cresce" (Noel Rosa)



Nossa culpa é uma cova aberta sempre a espera de alguém que mergulhe nela e espere ser enterrado por toda a terra que ela pode gerar. O menu de condenações é variado e se adequa ao réu e ainda temos a escolha de assumir consequências por atos que não cometemos. A roleta russa de possibilidades nunca para de girar mas mas pra cada um existe uma bala mas nem sempre se faz por merecer a mesma. O tempo é um juiz impiedoso e segunda chance nunca foi amostra grátis muito menos se sai por ai tropeçando nas tais chances, mas sempre podemos escolher burlar certas leis e conseguir sem pudores uma nova possibilidade, daquelas que podem até ser o fim de algo, porém o começo de muita coisa tem sua origem dessa forma. Até então tudo isso parece óbvio e monótono mas me pergunto se você consegue por em prática. Seu namoro acaba, um dia vai ser demitido, seus amigos e afastam e mudam assim como você, músicas não são eternas, comida e água acabam, nem sempre se esta sorrindo ou chorando, dinheiro some da sua carteira e tudo sem excessão acaba. Isso é triste? pode ser... mas todo mundo vai morrer mesmo e isso n é questionável, a grande questão é que estagnamos muitas vezes cheios de culpas e conceitos mesquinhos e egoístas e tantas outras amarras prontas que nem sequer sentimos mas simplesmente arremedamos como se isso tudo ai exposto todo dia na nossa cara fosse um molde e nossa condição humana se torna apenas um estúpido ciclo vicioso em que se condena e é condenado, e eu nunca vou negar que me condenei muito e talvez até esteja fazendo isso agora. Por que? porque eu sou como você! defeituoso desde a fabricação, perdido e confuso. Conheço um cara que me veio com uma frase muito boa sobre dar valor ao buraco que você se encontra enquanto não existe terra por cima e devo admitir que cavei meu buraco fundo mas to tentando impedir a terra com toda sua culpa caia por cima de mim simplesmente porque eu cansei. Vejo tanta gente vivendo em função dos outros, segundo um modelo ou sendo dependente a alguém e costumo sempre jogar todas as minhas farpas contra isso mas andei pensando na seguinte conclusão, meu ódio todo é contra um espelho, um reflexo pois sou dependente sim. Isso é ruim e me envergonha? não! porque apesar de n seguir um modelo e andar na minha linha e não na dos outros eu sou um cara dependente as pessoas que me importam, mas amigos desaparecem porque coisas acontecem, as coisas acabam e aquele colégio que estudava e aprendeu a ler ou o desenho animado que arrancava um sorriso fácil se tornam lembranças e sobra apenas a escolha entre ser nostálgico ou viver novas coisas que deixar o passado realmente pra trás. Garanto que quando se tenta fazer os dois é complicado. Esse é um texto confessional? claro que é! eu tenho medos e inseguranças como todo mundo mas não to querendo tornar isso aqui um diário nem te indicar o caminho da luz. Só tenho minha dúvida pra te jogar na cara e a culpa pra partilhar pois aprendi com o tal do tempo que a humanidade mata pelos motivos mais banais e nunca foi muito interessada em dividir o pão ou seja la qual for a posse, agora culpa é algo extremamente fraternal compartilhado por todos com seus dedos indicadores apontando culpados. Não sei bem onde quero chegar com esse texto mas deve ser mais um como os outros onde eu enrolo até lugar nenhum e essa explicação é tão inútil quanto. Me resta afirmar uma coisa, sou culpado, tanto quanto você.