sábado, 1 de novembro de 2008

Defeito de fabricação

Posso ser a dor constante, assim como fui lama
Ter 1 minuto, quando nunca tive nenhum motivo
Quero o seu lixo ,como um dia tive seu afeto
Sou um acidente barulhento e a dias não escuto distorções

Sugando outro dia, e antes tinha o chão frio
O vômito reflete segredos, gritar foi uma escolha
Mais uma lacuna que preenche um cotidiano
Cheio de ideias perigosas e com as mãos prontas pra agir

A paranóia move seus olhos furtivos
Uma procura confusa, um ponto perdido
No meio do nada muitas coisas encontram um fim
Escolhas erradas por um preço alto

Feridas abertas dentro da sua cabeça
Te deixam em pânico, surtando, tingindo tudo a seu alcance
Tudo num vermelho vivo, intenso
Deixando as coisa em volta sem vida

Não se ama sem pensar no maldito amanhã
Mas se mata agora e sempre
A urgência em destruir tudo
É algo incluso no nosso pacote desde a fabricação
Sem manual de instruções acabamos com tudo aquilo que importa

2 comentários:

Clarissa Marinho disse...

Porra,gostei!Como diria Clarice 'Viver é um soco no estômago'.

Eveline disse...

"No meio do nada muitas coisas encontram um fim
Escolhas erradas por um preço alto"

Tudo tem um fim e a vida é na verdade uma tentativa de adiar esse fim. Vivemos nas eternas buscas pra preencher a ilusória tentativa de ser.