Você diz que sente muito...
Desejo meus pesames pro seu ato solidário
Encaro um cotidiano onde insistimos na mediocridade
Onde fingimos que algumas vidas importam mais que as outras
Somos reduzidos a números que consumimos,limitamos,definimos,avaliamos
Ao que acreditamos aglomerar o crucial em nossas vidas
Quem realmente sabe como é?
Estamos todos sozinhos nessa
Mas parece ser seguro achar que não
Mas que segurança existe em estar preso a algo
Para que assim se possa acreditar que as coisas terão um desfecho agradavel
A mesma cova que pra você é uma mera nota no jornal
Um dia vai te visitar
Ou seria o contrário?
As guerras ignoradas e suas pilhas de corpos
Os zumbis esfomeados que a nossa indiferença produz ao montes nas ruas
Lotando as cidades de mortos vivos desprovidos de qualquer respeito
São um mero reflexo da nossa humanidade de braços abertos
Do nosso coração de mãe sempre disposto a ter mais alguém
Um qualquer infeliz que possamos destruir tudo de bom e sugarmos o máximo que pudermos
ONGS e campanhas pela solidariedade parasitando nas dores alheias
Massageando nosso ego
E podemos bater no peito e berrar
"Tô fazendo minha parte"
Somos os únicos seres nesse sistema solar capazes de converter a morte em entretenimento
E você segue postando,exibindo e superestimando o seu almoço
Toda aquela futilidade indispensavel
Lembro dos dias que sonhava que era um pirata e era embalado por uma senhora
E cantavamos marchinhas de carnaval e a mesa velha era o nosso navio
Um dia essa senhora se foi
E as marchinhas ficaram mudas
Um silêncio gritava em minha cabeça
Um quarto escuro se formou em pensamentos sufocados por lacrimogêneo
E onde vocês estavam nessa hora?
Certamente cuidando de girar em suas órbitas fingindo um novo papel
Compondo esse teatro do qual também faço parte
Querendo ou não
Somos uma grande mentira
Estamos desabando a cada dia e ninguém se toca
Todo mundo acha que é importante
Que os comentários em seus blogs de merda e fotos estúpidas
Atestam que as pessoas realmente se importam
Ninguém se importa cara!
Estamos todos sozinhos nessa
O navio afundou
E hoje eu vejo outro ser engolido por um oceano desconhecido
Por ondas que abraçam qualquer um
E vejo longe
Em meus pensamentos um rosto sobrevivente
Com os olhos encharcados pelo estrago desse maremoto
Eles são claros em seu lamento
Eles hesitam e desabam
Se agarram as ruínas e gritam suas dúvidas
E impotente diante de tudo você se pergunta o porquê...
Nenhum funeral é capas de matar um afeto
Mas em vida todo amor é fadado a morte
Que bela cena construimos...
As perdas levam embora outro corpo
E lá se vai outra marcha funebre a caminho do nada
Mas não se perde o amor de uma rotina
Cada dia acordando cedo pro colégio
E tendo como bom dia aquele sorriso festivo
Aquelas mãos tremulas e enrrugadas
Frágeis como papel acariciando minha cabeça
E desejando que aquele deus que que criamos por egoísmo iria me abençoar
Isso só vai morrer comigo
Por isso bela amiga
Não existem lembranças que o tempo possa apagar
Existem os donos das lembranças que um tempo certamente irá deletar
Pois bem morte
Nossa amizade está selada
E o amor que ambos nutrimos
Muitas vezes platônico pela vida
É nosso não sei se elas estão vendo agora
Mas certamente gostariam muito que o nosso caminho continue rumo ao nada
Não estou na sua pele e certamente não gostaria de estar pois já vi esse filme antes
Mas um abraço perdido em lágrimas é o pouco que posso oferecer
Um dia você me paga retribuindo o abraço
E um dia qualquer da terceira idade a gente enche a cara em alguma enfermaria
Num asilo qualquer até que um dos dois morra e sobre as histórias sobre o outro
Mas cada momento envolvendo os casos e descasos da vida
Seja por mim ou por você contados
Serão sempre mais do que sobras
Serão um constante último banquete
Estamos sozinhos nessa...Juntos!
terça-feira, 14 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Novo limbo
Perspectivas catárticas e catatônicas repetem rotinas autistas
Captam sintonias perdidas
Fazem novos downloads de redes sociais em novo cataclisma
E erguem enredos para novas máscaras
O que parece te leva a crer mas o que te faz crer é só aparência?
Um murro mudo atinge quem enxerga
As vãs possibilidades de ser, perderam o eixo
Lance os conceitos ao futuro para que se tornem passado
Diga outra verdade que se permita mentir
Suicide o óbvio
Enterre a sabedoria de outra noite furtiva
Assuma os méritos por alguma reação
Caindo de cabeça em uma embrionária ilusão
Apaguem as luzes
E aproveitem as novas jaulas do prazer
Paraísos sintéticos ou virtuais
As algemas vão de acordo com o gosto da clientela
Os novos detentos das sensações estéticas
Bem vindos ao novo limbo
Captam sintonias perdidas
Fazem novos downloads de redes sociais em novo cataclisma
E erguem enredos para novas máscaras
O que parece te leva a crer mas o que te faz crer é só aparência?
Um murro mudo atinge quem enxerga
As vãs possibilidades de ser, perderam o eixo
Lance os conceitos ao futuro para que se tornem passado
Diga outra verdade que se permita mentir
Suicide o óbvio
Enterre a sabedoria de outra noite furtiva
Assuma os méritos por alguma reação
Caindo de cabeça em uma embrionária ilusão
Apaguem as luzes
E aproveitem as novas jaulas do prazer
Paraísos sintéticos ou virtuais
As algemas vão de acordo com o gosto da clientela
Os novos detentos das sensações estéticas
Bem vindos ao novo limbo
Ligações encerradas
Talvez o ânimo e o senso de humor não estejam mais tão em alta como antes e existam as sobras de algumas mentiras no comando e toda a sádica maturidade tenha castrado muitos desejos ou simplesmente chega a um ponto que...uma solução final? os dramas individuais não abalam nem mais as paredes que outrora foram as maiores confidentes. Outra noite de celebração...lamente ou não, não queira entender e se mantenha distante onde a sanidade se faz presente...
As vezes cansa...
As vezes cansa...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Sessão de brinquedos
Você quer entender o que está lendo?
Deseja realmente descobrir o que se passa aqui dentro?
Mergulhe com a cara no asfalto em algum engarrafamento
Pegue seus santos, heróis e deuses e use-os como tapete
Ainda assim você não vai entender absolutamente nada
Você quer decifrar as frases que escarro?
Ofereça sua face como alvo
Se ajoelhe diante dos meus devaneios caóticos
E você só irá conseguir uma grande porção de nada
Não quero sua bajulação
Seus comentários elogiosos nunca vão me causar combustões
Eu não sigo a vaidade e não dou muita atenção ao ego
Eu apenas vomito
Por que?
Violência gratuita é o meu motivo
Eu não quero seu bem estar
Nunca me interessou lhe proporcionar uma boa leitura
Não sou escritor
Sou um carrasco
Gostaria realmente de ser o açougueiro de toda existência humana
O algoz de tanto egoísmo
De tantos conceitos em delirante supremacia
Nada além de lixo
É que você tem quando diz ter razão
Possui um monte de lixo que vai te entreter
Até seus últimos segundos
Sua vida é letrada, cheia de pudores acadêmicos
De lógica cristã
Fartas doses de bom senso patriota
Uma cabeça cheia de fronteiras
Fala e escrita cheia de amarras ao certo
Você vem aqui e tenta ler algo
Você vem carregado de boas referências literárias, musicais e cinematográficas
e pensa que está lendo algo aqui
Você é analfabeto em esboçar qualquer reação humana
Sua frigidez emocional é de fazer inveja a uma parede
Você nunca vai sentir essas palavras
Porque realmente o seu umbigo está muito bem acomodado em um trono
Você quer entender tanta revolta?
Cague na minha boca! goze na minha cara!
Me esfaqueie até a última gota de sangue jorrar
Não vai fazer diferença
Isso é só o reflexo de sua suposta compreensão
É só a sua piedade refletida tentando acariciar minha cabeça
Suas belas palavras de conforto são nulas
Não preciso de pena
Preciso de munição!
O maior mal que puder imaginar
Ou todas as suas boas intenções
São menores do que o inferno que há em mim
Você não acha que está sendo dramático?
Claro que sim! assim como cômico também
Porque simplesmente quero confundir
Eis sua resposta:
Um espelho refletindo a dúvida
Sua existência patética dissecada ao lado da minha
Eu me alimento da sua podridão
É assim que funciona entre irmãos não é mesmo?
Como Caim e Abel
Um novo holocausto em cada escola
Um novo apocalipse desde o ínicio de tudo
A morte da vida
Sou um parasita sádico
Me saciando em fartos banquetes de sangue
Você quer saber por que escrevo?
Certamente não é pra acariciar sua inteligência e seus diplomas
Não é um boas vindas para poetas, artistas ou músicos
Nem para receber aplausos de vaginas molhadas e escritores boçais
Eu não dou a mínima pra você!!
Você quer saber em que acredito e o que existe de bom na vida?
É muito fácil!
Lembre de todos os preconceitos, da guerra, da fome
De cada resultado de HIV positivo
De protestos anti semitas
Chacinas e estupros no jardim de infância
De todo o abuso de autoridade
Da padronização das idéias
De todas as estátisticas de jovens negros assassinados
E veja o quão humanos nos tornamos
Lmebre que você lembra que um gay foi espancado
E esqueça do ser humano que morre
Porque você precisa dar um nome pro individuo
Rotular para que faça parte de um grupo
Para que seja maioria ou minoria
Para que uma morte seja mais lamentável que a outra
Para que milhões de mortos soe mais aceitável do que "jovem rica mata os próprios pais"
Por que tanta ironia?
Porque você acha que é ironia?
É fato! ninguém encara todas as perdas com a mesma relevância
E se existe um valor maior em algumas vidas
Enquanto as que sobram se tornam mais um número
Creio eu que existe algo de errado com o certo e errado
Creio eu que ninguém é realmente bom
E que todo mundo merece ser executado
O que te faz crer que você é um individuo mais valoroso que o cara que mora ao lado?
O que te faz taxar alguém de um possível desafeto
Ou alguém que não lhe interessa se você nem conhece a si mesmo?
Você não conhece ninguém!
Só te importa os seus direitos
E você os usa como desculpa para ser um crápula
Como motivo pra podar o direito alheio
Quantas vezes cuspiu na liberdade de tantos
Porque não sabe nem lidar com a sua
Porque só enxerga o ilimitado quando enxerga o próprio ego
Masturbando vaidade e ejaculando rios de hipocrisia
Transformando auto estima num tsunami
Surfando as custas do sangue derramado de todos que foram julgados como falhos
Fracos, perdedores, deslocados e a margem do funcional esquema robótico de convívio humano
Jogue sua vida no twitter e sinta a ilusória sensação de que não está sozinho
Me enoja toda essa rede social como todas as outras
Extremamente participativa
Em constante interação
Realmente o que se vê é um mundo virtual onde todos se ama
Talvez até de forma extrema
"Como se não houvesse amanhã"
Renato Russo morreu né?
Tá mais que na hora de alguém deixar de sentar no próprio rabo conformista
E cuspir nele e em todas as unanimidades
Escarrar um catarro viscoso em tudo que for intocável
Em qualquer coisa respeitável e que sirva como modelo
Não existe maior letrista
Não existe melhor em nada
Existe uma constante aula
Quem quer estagnar e achar que viver é chegar a um ponto e criar raízes
Ok, seja feliz com sua ilusão que eu sigo com a minha
Siga feliz jogando sua fazenda
Achando sua vida é um reality show e que as pessoas se importam
E que tudo é diversão
Mas não é!
Assim como a vida não é constituída apenas por sofrimento
Por chagas inaladas por todos os poros
Sua dor não é um universo a parte
E mesmo que fosse
Onde vocês estavam quando eu estava prestes cair em ruínas?
Talvez brincando de existir na frente da twitt cam
Por que escrever afinal?
Porque eu tenho asco!!!
E isso me nutre a continuar por direito
Sendo diferente porque não existe nada igual que eu consiga ser
Até tentei
Mas certamente eu não seria seu mero entretenimento para uma "boa leitura"
Ou "passatempo" de uma tediosa noite de meio de semana
Boa noite humanidade!
sucumba diante do fardo de ser um câncer racional
E veja o mundo que habita morrer a cada dia por suportar o fardo
De sua imensa incompetência
Boa noite humanidade!!
Abra a janela pro dia nascer feliz
Com a esperança de um novo e lucrativo hecatombe nuclear
Só precisamos da trilha sonora que recheie contas bancárias
Aquela que move o mercado dependente ou indenpendente e viciado nas esmolas institucionais
Arrume sua arte pra vender
Que fazer o que quer é uma afronta a qualquer direito de existir
Venda qualquer dignidade em uma grande liquidação
E esqueça qualquer desejo espontaneo pois eles são sinônimos de prejuízo
Abrace o fiasco que você é
Que todos somos
E assine embaixo no nosso atestado de óbito
Abra a janela pro dia nascer feliz!!!
Como se a aids fosse a certeza de um novo amanhã
Com toda a afirmação de que o tempo bom que não volta nunca mais
Nunca existiu e não é agora que ele vai se fazer presente
Temos muito armamento pra disseminar o caos
Pra que desperdiçar o que construímos procurando a paz
Que sangre a nova guerra e registre nossa estupidez
Um bom dia que se faz enxergar o nascimento de um novo inferno
Seu nome?
Humano...
Porque não se pode evitar.
Fim...
Deseja realmente descobrir o que se passa aqui dentro?
Mergulhe com a cara no asfalto em algum engarrafamento
Pegue seus santos, heróis e deuses e use-os como tapete
Ainda assim você não vai entender absolutamente nada
Você quer decifrar as frases que escarro?
Ofereça sua face como alvo
Se ajoelhe diante dos meus devaneios caóticos
E você só irá conseguir uma grande porção de nada
Não quero sua bajulação
Seus comentários elogiosos nunca vão me causar combustões
Eu não sigo a vaidade e não dou muita atenção ao ego
Eu apenas vomito
Por que?
Violência gratuita é o meu motivo
Eu não quero seu bem estar
Nunca me interessou lhe proporcionar uma boa leitura
Não sou escritor
Sou um carrasco
Gostaria realmente de ser o açougueiro de toda existência humana
O algoz de tanto egoísmo
De tantos conceitos em delirante supremacia
Nada além de lixo
É que você tem quando diz ter razão
Possui um monte de lixo que vai te entreter
Até seus últimos segundos
Sua vida é letrada, cheia de pudores acadêmicos
De lógica cristã
Fartas doses de bom senso patriota
Uma cabeça cheia de fronteiras
Fala e escrita cheia de amarras ao certo
Você vem aqui e tenta ler algo
Você vem carregado de boas referências literárias, musicais e cinematográficas
e pensa que está lendo algo aqui
Você é analfabeto em esboçar qualquer reação humana
Sua frigidez emocional é de fazer inveja a uma parede
Você nunca vai sentir essas palavras
Porque realmente o seu umbigo está muito bem acomodado em um trono
Você quer entender tanta revolta?
Cague na minha boca! goze na minha cara!
Me esfaqueie até a última gota de sangue jorrar
Não vai fazer diferença
Isso é só o reflexo de sua suposta compreensão
É só a sua piedade refletida tentando acariciar minha cabeça
Suas belas palavras de conforto são nulas
Não preciso de pena
Preciso de munição!
O maior mal que puder imaginar
Ou todas as suas boas intenções
São menores do que o inferno que há em mim
Você não acha que está sendo dramático?
Claro que sim! assim como cômico também
Porque simplesmente quero confundir
Eis sua resposta:
Um espelho refletindo a dúvida
Sua existência patética dissecada ao lado da minha
Eu me alimento da sua podridão
É assim que funciona entre irmãos não é mesmo?
Como Caim e Abel
Um novo holocausto em cada escola
Um novo apocalipse desde o ínicio de tudo
A morte da vida
Sou um parasita sádico
Me saciando em fartos banquetes de sangue
Você quer saber por que escrevo?
Certamente não é pra acariciar sua inteligência e seus diplomas
Não é um boas vindas para poetas, artistas ou músicos
Nem para receber aplausos de vaginas molhadas e escritores boçais
Eu não dou a mínima pra você!!
Você quer saber em que acredito e o que existe de bom na vida?
É muito fácil!
Lembre de todos os preconceitos, da guerra, da fome
De cada resultado de HIV positivo
De protestos anti semitas
Chacinas e estupros no jardim de infância
De todo o abuso de autoridade
Da padronização das idéias
De todas as estátisticas de jovens negros assassinados
E veja o quão humanos nos tornamos
Lmebre que você lembra que um gay foi espancado
E esqueça do ser humano que morre
Porque você precisa dar um nome pro individuo
Rotular para que faça parte de um grupo
Para que seja maioria ou minoria
Para que uma morte seja mais lamentável que a outra
Para que milhões de mortos soe mais aceitável do que "jovem rica mata os próprios pais"
Por que tanta ironia?
Porque você acha que é ironia?
É fato! ninguém encara todas as perdas com a mesma relevância
E se existe um valor maior em algumas vidas
Enquanto as que sobram se tornam mais um número
Creio eu que existe algo de errado com o certo e errado
Creio eu que ninguém é realmente bom
E que todo mundo merece ser executado
O que te faz crer que você é um individuo mais valoroso que o cara que mora ao lado?
O que te faz taxar alguém de um possível desafeto
Ou alguém que não lhe interessa se você nem conhece a si mesmo?
Você não conhece ninguém!
Só te importa os seus direitos
E você os usa como desculpa para ser um crápula
Como motivo pra podar o direito alheio
Quantas vezes cuspiu na liberdade de tantos
Porque não sabe nem lidar com a sua
Porque só enxerga o ilimitado quando enxerga o próprio ego
Masturbando vaidade e ejaculando rios de hipocrisia
Transformando auto estima num tsunami
Surfando as custas do sangue derramado de todos que foram julgados como falhos
Fracos, perdedores, deslocados e a margem do funcional esquema robótico de convívio humano
Jogue sua vida no twitter e sinta a ilusória sensação de que não está sozinho
Me enoja toda essa rede social como todas as outras
Extremamente participativa
Em constante interação
Realmente o que se vê é um mundo virtual onde todos se ama
Talvez até de forma extrema
"Como se não houvesse amanhã"
Renato Russo morreu né?
Tá mais que na hora de alguém deixar de sentar no próprio rabo conformista
E cuspir nele e em todas as unanimidades
Escarrar um catarro viscoso em tudo que for intocável
Em qualquer coisa respeitável e que sirva como modelo
Não existe maior letrista
Não existe melhor em nada
Existe uma constante aula
Quem quer estagnar e achar que viver é chegar a um ponto e criar raízes
Ok, seja feliz com sua ilusão que eu sigo com a minha
Siga feliz jogando sua fazenda
Achando sua vida é um reality show e que as pessoas se importam
E que tudo é diversão
Mas não é!
Assim como a vida não é constituída apenas por sofrimento
Por chagas inaladas por todos os poros
Sua dor não é um universo a parte
E mesmo que fosse
Onde vocês estavam quando eu estava prestes cair em ruínas?
Talvez brincando de existir na frente da twitt cam
Por que escrever afinal?
Porque eu tenho asco!!!
E isso me nutre a continuar por direito
Sendo diferente porque não existe nada igual que eu consiga ser
Até tentei
Mas certamente eu não seria seu mero entretenimento para uma "boa leitura"
Ou "passatempo" de uma tediosa noite de meio de semana
Boa noite humanidade!
sucumba diante do fardo de ser um câncer racional
E veja o mundo que habita morrer a cada dia por suportar o fardo
De sua imensa incompetência
Boa noite humanidade!!
Abra a janela pro dia nascer feliz
Com a esperança de um novo e lucrativo hecatombe nuclear
Só precisamos da trilha sonora que recheie contas bancárias
Aquela que move o mercado dependente ou indenpendente e viciado nas esmolas institucionais
Arrume sua arte pra vender
Que fazer o que quer é uma afronta a qualquer direito de existir
Venda qualquer dignidade em uma grande liquidação
E esqueça qualquer desejo espontaneo pois eles são sinônimos de prejuízo
Abrace o fiasco que você é
Que todos somos
E assine embaixo no nosso atestado de óbito
Abra a janela pro dia nascer feliz!!!
Como se a aids fosse a certeza de um novo amanhã
Com toda a afirmação de que o tempo bom que não volta nunca mais
Nunca existiu e não é agora que ele vai se fazer presente
Temos muito armamento pra disseminar o caos
Pra que desperdiçar o que construímos procurando a paz
Que sangre a nova guerra e registre nossa estupidez
Um bom dia que se faz enxergar o nascimento de um novo inferno
Seu nome?
Humano...
Porque não se pode evitar.
Fim...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Eu quero a ferida que pulsa na tua cabeça e não consegue parar de...
A janela aberta revela fotografias cinzentas
Os pensamentos em fumaça sobem até o telhado
Os morcegos voltam ao seu covil
A noite se despede e da lugar a enfadonha manhã
Com seu sorriso plástico e velhinhos caminhando com sua saúde rastejante
Observe os 80 anos em boa forma
E veja refletida sua doença de 20 e tantos anos
Enxergue dissecada a sua frágil e erronea existência
Tudo exposto por uma caminhada geriatrica
A cama é meu imã e me suga a vontade
Fico ali magnetizado pelo ócio
Em um sedentarismo hipnótico
E o sono a muito tempo se ajoelhou diante das idéias nocivas
Eu costumava brincar com as pedras no jardim
E elas se tornavam naves
E elas eram os meus monstros assustadores
E com elas eu imitava a matéria no jornal
Construindo e derrubando o meu muro de Berlim
As pedras eram amigos tão francos
Podiam ser alienígenas em suas naves espaciais
E com elas eu podia me esconder, perdido no espaço
As pedras rolavam comigo
Mas eu nunca imaginaria que um dia elas iriam parar em tantos cachimbos
O passado turvo e delirante as vezes parece um carro desgovernado
Ladeira abaixo vou de encontro a lembranças de um outro eu
Você já se sentiu um desconhecido?
As coisas que aconteceram talvez não acontecessem mais ou até aconteceriam
De maneira diferente?
Não importa! já era
Foi assim quando bebi minha prova final no segundo grau
Pra que fazer uma avaliação quando você sabe que só vai assinar o nome?
Eu esfrego a minha ignorância supletiva na sua cara acadêmica
Minha incapacidade no seu futuro promissor
Por que?
Porque eu sei aonde vamos parar
Mas é melhor se fazer de cego e ignorar o óbvio
É assim que seus diplomas agem
Minha falácia é tediosa pra sua cultura?
No seu cu(lto) arsenal de meias verdades
Existe uma completa mentira
Tão inteira, assim como eu
Como você! vazio como balão em fim de festa
Sou como essas crianças que destroçam brinquedos
Que ficam nos cantos, encolhidas na parede
Esperando a hora de cuspir insultos
Aguardando a hora de correr chutando tudo
Alheio a tudo
Um homicida autista ateando fogo no seu parque de diversões
Eu tentei aprender a nadar
Mas tem gente que quer te afogar em porra
Eu nunca gostei de números
Eles sempre foram excludentes e falsos
As únicas notas que me importaram eram musicais
Até que um dia aprendi que elas não valiam nada também
Nunca fui músico, muito menos poeta
Não sonho em ser escritor porque catar lixo me soa mais atraente
Não existe arte que transcenda o trabalho de um coveiro
Cavei covas pra todos os meus sonhos
Pra tudo que acreditava e amava
E vocês me entregaram a pá
Cavei fundo e nunca parei
Mas ainda olho la pra cima e vejo o que quero
Pouca me importa os sonhos fálicos
Dos delírios de rock star cercado por putas e drogas
Eu nunca precisei de música pra fazer barulho ou sexo
Nem nunca precisei colocar tudo isso numa santissima trindade
Não sou bom em lidar com o sagrado
Não posso te dar a benção de (mais um) outro ser superior
Seja ele qual for
Mas posso dividir minhas virtudes e falhas e me educar com vocês
Não tenho uma vida que te interesse pra roteiro de filme ou algum livro idiota
Todas as linhas te fazem algum sentido? você se identifica?
Claro que não! você quer sua dor representada por palavras alheias
Eu não vou mais me importar, assim como você também não da a minima
A vida é cruel meu caro
Eu não tenho uma boa história pra você
Mas tenho um amor engatilhado
E passamos a noite rodando o tambor e apertando o gatilho
Estourando nossas cabeças nesse mundo perdido
Só temos uma bala mas ela é suficiente
Nossa roleta russa vai seguindo em frente
Mas olhem pra tudo que arruinaram
Só agora elas tem algum valor
Mas restou o teu lamento que não vale porra nenhuma
Não conheço ninguém que deixe o valor do bolso cheio pra depois
Mas conheço precisa de um funeral pra valorizar
Os "coadjuvantes" da sua vida
E lhe jogam flores e prestam tributos
Homenagens post-mortem geradas por sentimentos embalsamados
Amar deveria ser um cortante ataque revolucionário gerando constantes mudanças
Mas ainda existe quem insista em conservar seu museu de nostalgias empoeiradas
A morte deveria adubar as vidas mas estagna em auto-flagelação ou indiferença covarde
As paranóias ainda me encurralam em becos
Estupram toda confiança que um dia tive na boa vontade humana
Desacreditam todo o conceito de amizade que um dia tanto me importou
Descontruindo os abraços e apertos de mãos mais sinceros que já partilhei
Mas não vivemos numa porra de santa ceia
Partilhar o pão pode ser uma grande traição em alguns casos
Ou uma boa ofensa
Ou uma utopia anti egoísmo ditatorial
O caos é o regente de todos
A perfeição é maior falha que ingenuamente se pode acreditar
Viver sem suor
Viver sem sangue
viver sem lágrimas
É morrer uma vida extensa e tediosa
Cada segundo cortado na minha pele não me torna um mártir
Abra as mãos e faça suas chagas
Seja seu cristo ou espere alguém ser por você
Não importa a fé ou a falta dela
A fé move montanhas mas não consegue se mover sozinha
A fé precisa de você como muleta
É um caminho em comunhão
Sou devoto da vida
Assim como todos
Mas cada um da o nome que quer pra isso
Eu me observo e vejo as idéias flutuarem fora do corpo
Olho pra baixo e elas descem da janela e correm pro banheiro
Dão um grande mergulho na privada
E eu puxo a descarga
Jogo um cigarro e acendo outro
Olho pro céu e penso nas crianças indo pro colégio
E olho pra minha cama vazia e penso em outra cama
Sinto outro quarto dentro de mim
Os pássaros já não cantam mais
O dia nublado se mescla a fumaça dos carros
E o ônibus pede parada aos meus pensamentos
Eles seguem juntos tocando uma guitarra em fuzz naseante
Acompanhado outra prova de fogo da Wanderléia
A prova de envelhecer vivo
Antes que algo muito além da idade te mate
O mundo tenta acabar contigo antes que chegue seu fim
E toda citação é burra assim como a falta dela
Que todo ícone se enfie no cu
E que meu sono chegue
Pois colocaria ele num poster na parede
E iria me recolher ausente camarada
Para a cama vazia e dormir pensando
No quarto que está longe de mim
Por enquanto...
Os pensamentos em fumaça sobem até o telhado
Os morcegos voltam ao seu covil
A noite se despede e da lugar a enfadonha manhã
Com seu sorriso plástico e velhinhos caminhando com sua saúde rastejante
Observe os 80 anos em boa forma
E veja refletida sua doença de 20 e tantos anos
Enxergue dissecada a sua frágil e erronea existência
Tudo exposto por uma caminhada geriatrica
A cama é meu imã e me suga a vontade
Fico ali magnetizado pelo ócio
Em um sedentarismo hipnótico
E o sono a muito tempo se ajoelhou diante das idéias nocivas
Eu costumava brincar com as pedras no jardim
E elas se tornavam naves
E elas eram os meus monstros assustadores
E com elas eu imitava a matéria no jornal
Construindo e derrubando o meu muro de Berlim
As pedras eram amigos tão francos
Podiam ser alienígenas em suas naves espaciais
E com elas eu podia me esconder, perdido no espaço
As pedras rolavam comigo
Mas eu nunca imaginaria que um dia elas iriam parar em tantos cachimbos
O passado turvo e delirante as vezes parece um carro desgovernado
Ladeira abaixo vou de encontro a lembranças de um outro eu
Você já se sentiu um desconhecido?
As coisas que aconteceram talvez não acontecessem mais ou até aconteceriam
De maneira diferente?
Não importa! já era
Foi assim quando bebi minha prova final no segundo grau
Pra que fazer uma avaliação quando você sabe que só vai assinar o nome?
Eu esfrego a minha ignorância supletiva na sua cara acadêmica
Minha incapacidade no seu futuro promissor
Por que?
Porque eu sei aonde vamos parar
Mas é melhor se fazer de cego e ignorar o óbvio
É assim que seus diplomas agem
Minha falácia é tediosa pra sua cultura?
No seu cu(lto) arsenal de meias verdades
Existe uma completa mentira
Tão inteira, assim como eu
Como você! vazio como balão em fim de festa
Sou como essas crianças que destroçam brinquedos
Que ficam nos cantos, encolhidas na parede
Esperando a hora de cuspir insultos
Aguardando a hora de correr chutando tudo
Alheio a tudo
Um homicida autista ateando fogo no seu parque de diversões
Eu tentei aprender a nadar
Mas tem gente que quer te afogar em porra
Eu nunca gostei de números
Eles sempre foram excludentes e falsos
As únicas notas que me importaram eram musicais
Até que um dia aprendi que elas não valiam nada também
Nunca fui músico, muito menos poeta
Não sonho em ser escritor porque catar lixo me soa mais atraente
Não existe arte que transcenda o trabalho de um coveiro
Cavei covas pra todos os meus sonhos
Pra tudo que acreditava e amava
E vocês me entregaram a pá
Cavei fundo e nunca parei
Mas ainda olho la pra cima e vejo o que quero
Pouca me importa os sonhos fálicos
Dos delírios de rock star cercado por putas e drogas
Eu nunca precisei de música pra fazer barulho ou sexo
Nem nunca precisei colocar tudo isso numa santissima trindade
Não sou bom em lidar com o sagrado
Não posso te dar a benção de (mais um) outro ser superior
Seja ele qual for
Mas posso dividir minhas virtudes e falhas e me educar com vocês
Não tenho uma vida que te interesse pra roteiro de filme ou algum livro idiota
Todas as linhas te fazem algum sentido? você se identifica?
Claro que não! você quer sua dor representada por palavras alheias
Eu não vou mais me importar, assim como você também não da a minima
A vida é cruel meu caro
Eu não tenho uma boa história pra você
Mas tenho um amor engatilhado
E passamos a noite rodando o tambor e apertando o gatilho
Estourando nossas cabeças nesse mundo perdido
Só temos uma bala mas ela é suficiente
Nossa roleta russa vai seguindo em frente
Mas olhem pra tudo que arruinaram
Só agora elas tem algum valor
Mas restou o teu lamento que não vale porra nenhuma
Não conheço ninguém que deixe o valor do bolso cheio pra depois
Mas conheço precisa de um funeral pra valorizar
Os "coadjuvantes" da sua vida
E lhe jogam flores e prestam tributos
Homenagens post-mortem geradas por sentimentos embalsamados
Amar deveria ser um cortante ataque revolucionário gerando constantes mudanças
Mas ainda existe quem insista em conservar seu museu de nostalgias empoeiradas
A morte deveria adubar as vidas mas estagna em auto-flagelação ou indiferença covarde
As paranóias ainda me encurralam em becos
Estupram toda confiança que um dia tive na boa vontade humana
Desacreditam todo o conceito de amizade que um dia tanto me importou
Descontruindo os abraços e apertos de mãos mais sinceros que já partilhei
Mas não vivemos numa porra de santa ceia
Partilhar o pão pode ser uma grande traição em alguns casos
Ou uma boa ofensa
Ou uma utopia anti egoísmo ditatorial
O caos é o regente de todos
A perfeição é maior falha que ingenuamente se pode acreditar
Viver sem suor
Viver sem sangue
viver sem lágrimas
É morrer uma vida extensa e tediosa
Cada segundo cortado na minha pele não me torna um mártir
Abra as mãos e faça suas chagas
Seja seu cristo ou espere alguém ser por você
Não importa a fé ou a falta dela
A fé move montanhas mas não consegue se mover sozinha
A fé precisa de você como muleta
É um caminho em comunhão
Sou devoto da vida
Assim como todos
Mas cada um da o nome que quer pra isso
Eu me observo e vejo as idéias flutuarem fora do corpo
Olho pra baixo e elas descem da janela e correm pro banheiro
Dão um grande mergulho na privada
E eu puxo a descarga
Jogo um cigarro e acendo outro
Olho pro céu e penso nas crianças indo pro colégio
E olho pra minha cama vazia e penso em outra cama
Sinto outro quarto dentro de mim
Os pássaros já não cantam mais
O dia nublado se mescla a fumaça dos carros
E o ônibus pede parada aos meus pensamentos
Eles seguem juntos tocando uma guitarra em fuzz naseante
Acompanhado outra prova de fogo da Wanderléia
A prova de envelhecer vivo
Antes que algo muito além da idade te mate
O mundo tenta acabar contigo antes que chegue seu fim
E toda citação é burra assim como a falta dela
Que todo ícone se enfie no cu
E que meu sono chegue
Pois colocaria ele num poster na parede
E iria me recolher ausente camarada
Para a cama vazia e dormir pensando
No quarto que está longe de mim
Por enquanto...
segunda-feira, 14 de março de 2011
Versos em linha torta dançam ao ritmo do nada
Enterre o amanhã
Em longas divagações
Cruze os braços
se entregue as sensações
e faça da sarjeta seu divã
Enquanto o mundo gira
Você permanece deslocado e tonto
Seus lábios selados
Afogam amores imaginários
seguindo um ritmo torto
encharcado na rotina
Lançando desejos no poço
O fundo te olha
E o sorriso é tão vazio
preso a uma bolha
Te sugam o tempo
E cada segundo se faz parasita
Melancolia e morfina
Anestesiam as dores
e as chagas estaticas
permanecem constantes
Amenizam o flagelo
Com o gelo da indiferença
Seu caminhar erroneo
dopado e senil
se encontra em um turbilhão
de sabores desgostosos
onde existe uma escada pro abismo
e você desce o corrimão
e encara um destino vil
revelando seus dias nublados
Anoitecendo desejos
Estão os limites
Aqueles que escolheram por você
Os grilhões e a falsa liberdade
Que te empurraram numa liquidação
Aquilo que te põe a mercê
De joelhos em estalactites
O teto se revela seu novo chão
Escravizado pelo topo
A vitória te condena
A função de vencer
Quem se priva das derrotas
So ganha as sobras das glórias
Não existem motivos pra percorrer a reta final
Quando se esteve sempre em primeiro lugar
Muitos caminham cabisbaixos
Mas quem esta no pódio
precisa olhar pro chão
Para enxergar o reflexo que a escória lhe reflete
E tombo smepre é maior quando se está no primeiro lugar
Perder e ganhar congelam o placar
As tentativas fazem a partida rolar
Competir não é importante
Fazer está além dos resultados
Apenas faça o que nunca poderão fazer por você
Mesmo que seja tudo em vão
Ou talvez nem exista mais motivação
Quem sabe reste alguma pro gatilho
Existe uma roleta russa
e ela se chama respirar
agora é tudo que temos
amanhã te aguardão as sobras
e o ontem nem mesmo pode ser tocado
Hoje se vive a queima roupa
Cravado de balas
são as palavras sinceras
raridades que não se encontram nos sebos
Não se acha auntenticidade apenas com a imagem
As longas amarras da gramática
Obrigam a expressar uma igualdade forçada
Um estupro ao espontaneo
Uma punhalada no erro
Afirmam o correto
Esquecem que comungamos na falha
Tristes aberrações tentam nutrir
Os sentimentos que alimentam por algo
Alguns não tem uma perna
Outros esqueceram do senso de humor
Existem até mesmo os que tem tudo
Mas nunca conheceram o simples
Mudam os nomes e endereços
Alguns trabalham e outros não
Seja qual for a função
A humanidade perdeu a razão
Pois a razão se tornou uma desculpa
Um artificio carregado de autopiedade e egoismo
Você mata e pede perdão
Mas nunca perdoa os homicidios que lhe causaram
E quando se da ao trabalho de cogitar a possibilidade
Joga a autoria do perdão em cima de algum cristo
E prosseguimos criando e acreditando
Em dúvidas que respondem por nossas responsabilidades
Inventamos motivos onde não existem
Explicamos a dor que apenas queriamos causar
O flagelo que era mero entretenimento
Porque somos covardes demais pra insultar
Precisamos ferir com algum porque
Por que?
Deixe sangrar e procure uma justificativa
Enquanto tento bolar a minha
Em longas divagações
Cruze os braços
se entregue as sensações
e faça da sarjeta seu divã
Enquanto o mundo gira
Você permanece deslocado e tonto
Seus lábios selados
Afogam amores imaginários
seguindo um ritmo torto
encharcado na rotina
Lançando desejos no poço
O fundo te olha
E o sorriso é tão vazio
preso a uma bolha
Te sugam o tempo
E cada segundo se faz parasita
Melancolia e morfina
Anestesiam as dores
e as chagas estaticas
permanecem constantes
Amenizam o flagelo
Com o gelo da indiferença
Seu caminhar erroneo
dopado e senil
se encontra em um turbilhão
de sabores desgostosos
onde existe uma escada pro abismo
e você desce o corrimão
e encara um destino vil
revelando seus dias nublados
Anoitecendo desejos
Estão os limites
Aqueles que escolheram por você
Os grilhões e a falsa liberdade
Que te empurraram numa liquidação
Aquilo que te põe a mercê
De joelhos em estalactites
O teto se revela seu novo chão
Escravizado pelo topo
A vitória te condena
A função de vencer
Quem se priva das derrotas
So ganha as sobras das glórias
Não existem motivos pra percorrer a reta final
Quando se esteve sempre em primeiro lugar
Muitos caminham cabisbaixos
Mas quem esta no pódio
precisa olhar pro chão
Para enxergar o reflexo que a escória lhe reflete
E tombo smepre é maior quando se está no primeiro lugar
Perder e ganhar congelam o placar
As tentativas fazem a partida rolar
Competir não é importante
Fazer está além dos resultados
Apenas faça o que nunca poderão fazer por você
Mesmo que seja tudo em vão
Ou talvez nem exista mais motivação
Quem sabe reste alguma pro gatilho
Existe uma roleta russa
e ela se chama respirar
agora é tudo que temos
amanhã te aguardão as sobras
e o ontem nem mesmo pode ser tocado
Hoje se vive a queima roupa
Cravado de balas
são as palavras sinceras
raridades que não se encontram nos sebos
Não se acha auntenticidade apenas com a imagem
As longas amarras da gramática
Obrigam a expressar uma igualdade forçada
Um estupro ao espontaneo
Uma punhalada no erro
Afirmam o correto
Esquecem que comungamos na falha
Tristes aberrações tentam nutrir
Os sentimentos que alimentam por algo
Alguns não tem uma perna
Outros esqueceram do senso de humor
Existem até mesmo os que tem tudo
Mas nunca conheceram o simples
Mudam os nomes e endereços
Alguns trabalham e outros não
Seja qual for a função
A humanidade perdeu a razão
Pois a razão se tornou uma desculpa
Um artificio carregado de autopiedade e egoismo
Você mata e pede perdão
Mas nunca perdoa os homicidios que lhe causaram
E quando se da ao trabalho de cogitar a possibilidade
Joga a autoria do perdão em cima de algum cristo
E prosseguimos criando e acreditando
Em dúvidas que respondem por nossas responsabilidades
Inventamos motivos onde não existem
Explicamos a dor que apenas queriamos causar
O flagelo que era mero entretenimento
Porque somos covardes demais pra insultar
Precisamos ferir com algum porque
Por que?
Deixe sangrar e procure uma justificativa
Enquanto tento bolar a minha
terça-feira, 1 de março de 2011
Contos do além fossa
Lealdade e devassidão colidem na madrugada
O som suave da brisa fria da madrugada era um convite pra uma caminhada solitária até a praça. Os carros cruzam seu caminho com as luzes violando a escuridão fria e muda, poucos bares abertos exibem sorrisos alheios, distantes que mais parecem perdidos num rosto qualquer e são tantas faces mas no fim da noite todas são só mais uma. No centro da praça, produzindo ecos em extase está aquela mulher que você, um mero professor do segundo grau,insone e apaixonado pode um dia depositar alguma confiança. Todas foram sempre assim né? um patético reflexo na sua crenças de que seus sentimentos se refletiam nessa galeria de mulheres virulentas. Ela estava fodendo como se buscasse o último orgasmo de sua existência sacana. Atrás de um muro bem ao centro da praça a sua inocente mulher com rosto angelical e aquele esboço de sorriso tímido de garota ingenua estava ali ateando fogo entre as pernas as custas da sua dor. A mais suja das vadias não seria capaz de gozar da sua ruína. Mas a muito tempo se fala que as melhores execuções eram em praças públicas. Esse pode ter sido o seu melhor...o que resta são só sobras.
Um prato feito por nada
Ele sempre foi gordo e nervoso como um porco prestes a ser abatido. Nunca teve uma mulher que não tivesse que pagar pela companhia mas ele sempre dizia gostar de viver as pornografias das 4 paredes de um puteiro qualquer. Um dia ele conheceu Tereza e ela nunca tinha transado com alguém sóbria e sem cobrar mas nesse dia quando combinaram o programa por alguma ironia ela não estava bebada e o gordo estúpido conseguiu fazer essa viciada gozar como se aqueles fossem os únicos segundos que podia usufruir. Primeira vez que aquele saco de banha proporcionava algum prazer a alguma mulher. Ela não cobrou e desde então ele vive indo visitar a puta. Certa vez em uma daquelas mesas ele foi la so pra conversar com ela e fez algo que nunca tinha feito antes. Apesar de ja ter penetrado centenas de vaginas que o seu salário minimo podia pagar ele nunca havia beijado uma mulher. E ali estava Tereza com a boca cheia de porra recebeu um beijo do gordinho rastejante e ela se sentiu única enquanto ele depois de beija-lá olhava seus olhos e sorria como uma criança enquanto a porra escorria nos cantos da boca do gordo e nenhum sêmen podia tirar essa eufória dele.
Agite antes de usar
Outro dia eu bebia uma cana com um velho amigo e conversavamos sobre emprego e eu lhe dizia que estava desempregado mas tava tranquilo porque não existia nada pior do que trabalhar limpando banheiro de lanchonete. Foi quando ele retrucou e contou como era a rotina do seu novo trabalho. Ele cuidava da limpeza de um cinema pornô localizado no centro da cidade e frequentado por pedofilos, travestis, putas, traficantes a procura de uma chupada no horário almoço, bons rapazes de boa família e bom emprego mas que vivem o subterrâneo de suas pervesões escondidos nas sombras marginais de antros como esse onde nenhum conhecido seu seria capaz de passar sequer na frente. Todos aqueles velhos tarados e fedorentos e aqueles moleques que não pegam ninguém e vão ali pra ver se partilham sua ejaculação precoce com uma bicha ou puta afim de uma intera pra uma pedra. E era esse pessoal que ele tinha que aturar, era a escória, assim como ele e por isso mesmo insuportavel. Mas muito pior do que a escória eram as paredes e cadeiras gozadas que ele tinha que limpar e depois de passar um dia inteiro ouvindo gemidos e vendo putaria na tela e ao vivo, isso sem falar do cheiro e de passar o dia todo praticamente nadando com a cara enfiada em porra dos outros a única coisa que tinha vontade de fazer quando chegava em casa era de não ter sexo ou ver sexo na sua frente o que levava sua esposa a foder cosntantemente com seu vizinho e ele sabia disso e os dois sabiam que ele sacava tudo o que rolava. E sabe o que é pior? além de limpar a sujeira alheia e de ser indiferente a sexo e traições o cara ainda recebia pouco por isso. Ele batia com o punho na mesa enfurecido e berrrava puto: "Eu devia ganhar 1 milhão por limpar a sua porra". Dei um gole na dose e nervoso paguei mais algumas doses pro meu camarada pra assim entrar em acordo com meu chapa e silenciar minhas idas no cinema. Eu ainda tinha muita pipoca pra estourar...
Açougue e paranóia no parque de diversões
Depois de sua filha ter completado 13 anos o seu vício começou a corroer a relação das duas e passou a ser uma mãe desleixada e passando pela mão dos maiores canalhas até ver seu corpo se decompor em no vício e nas doenças venéreas. Um belo dia ela começou a observar a filha com uma atenção comovente. Tocou a pele da garota e acariciou o rosto da filha por alguns minutos. Com aquele sorriso débil de mãe coruja ela olhou pra sua única filha e companheira, já que era mãe solteira e desceu as mãos até os seios da menina que estavam crescendo. Já era uma moça, menstruava e chamava a atenção dos rapazes. Ela levou sua filha até a praia nesse dia e vendeu a garota pra algum gringo em troca de uns trocados e jogando a menina a um amanhã qualquer. Logo ela da as costas e deixa sua prole pra trás e depois de andar por 6 quarteirões ela consegue o que quer e coloca no cachimbo todo o amor que se limitou a sentir. O crack consumia sua vida num abraço confortante. Um abrigo longe da cruel sanidade.
Vigilante noturno
3 da manhã e seus olhos abertos fixos no teto o motivam a tomar uma iniciativa. Depois de bater a cabeça na parede algumas vezes você se certifica de quem o pesadelo é mais real do que se imagina. Você abre a janela e olha pra baixo e o chão parece ser um imã te atraindo para seus braços. Suas vozes permanecem em discórdia dentro das trincheiras que sua mente construiu. A janela te chama e você consegue voar para uma macha nas páginas policiais.
Fim de noite
Daqui a 1 hora o sol amanhece e todo o lixo se recolhe pras suas casas e toma um banho antes de dormir. Passei tempo demais sozinho e vendo esse pessoal denegrir qualquer crença que eu ainda poderia ter no ser humano. Vi todas as putas e todas as bichas e aquele viciados chupando traficantes. Saquei a arma e disparei. Hoje eu tomei banho no sangue imundo que me ceifa todos os pecados. Sou o santo pecador que assim como você se nutre parasitando as falhas alheias assim posso esconder meus segredos mais hediondos. Apenas agi como um inseticida enquanto tantos se privam do seu direito de expressar e agir diante do que lhe é nocivo.
Bom dia proletário!
A barba por fazer e uma pilha de curriculuns empoirados pra entregar se juntam ao meu cansaço de mais uma noite em claro. A angústia e melancolia me acompanharam nessa noite muda e seu silêncio gritava minhas falhas. Agora que o sol nasceu eu ganho a sua companhia e ele sorri um novo dia pra mim. Outro dia perdido como bala em tiroteio. Amanhã tento mais uma vez matar a motivação em estagnar.
O som suave da brisa fria da madrugada era um convite pra uma caminhada solitária até a praça. Os carros cruzam seu caminho com as luzes violando a escuridão fria e muda, poucos bares abertos exibem sorrisos alheios, distantes que mais parecem perdidos num rosto qualquer e são tantas faces mas no fim da noite todas são só mais uma. No centro da praça, produzindo ecos em extase está aquela mulher que você, um mero professor do segundo grau,insone e apaixonado pode um dia depositar alguma confiança. Todas foram sempre assim né? um patético reflexo na sua crenças de que seus sentimentos se refletiam nessa galeria de mulheres virulentas. Ela estava fodendo como se buscasse o último orgasmo de sua existência sacana. Atrás de um muro bem ao centro da praça a sua inocente mulher com rosto angelical e aquele esboço de sorriso tímido de garota ingenua estava ali ateando fogo entre as pernas as custas da sua dor. A mais suja das vadias não seria capaz de gozar da sua ruína. Mas a muito tempo se fala que as melhores execuções eram em praças públicas. Esse pode ter sido o seu melhor...o que resta são só sobras.
Um prato feito por nada
Ele sempre foi gordo e nervoso como um porco prestes a ser abatido. Nunca teve uma mulher que não tivesse que pagar pela companhia mas ele sempre dizia gostar de viver as pornografias das 4 paredes de um puteiro qualquer. Um dia ele conheceu Tereza e ela nunca tinha transado com alguém sóbria e sem cobrar mas nesse dia quando combinaram o programa por alguma ironia ela não estava bebada e o gordo estúpido conseguiu fazer essa viciada gozar como se aqueles fossem os únicos segundos que podia usufruir. Primeira vez que aquele saco de banha proporcionava algum prazer a alguma mulher. Ela não cobrou e desde então ele vive indo visitar a puta. Certa vez em uma daquelas mesas ele foi la so pra conversar com ela e fez algo que nunca tinha feito antes. Apesar de ja ter penetrado centenas de vaginas que o seu salário minimo podia pagar ele nunca havia beijado uma mulher. E ali estava Tereza com a boca cheia de porra recebeu um beijo do gordinho rastejante e ela se sentiu única enquanto ele depois de beija-lá olhava seus olhos e sorria como uma criança enquanto a porra escorria nos cantos da boca do gordo e nenhum sêmen podia tirar essa eufória dele.
Agite antes de usar
Outro dia eu bebia uma cana com um velho amigo e conversavamos sobre emprego e eu lhe dizia que estava desempregado mas tava tranquilo porque não existia nada pior do que trabalhar limpando banheiro de lanchonete. Foi quando ele retrucou e contou como era a rotina do seu novo trabalho. Ele cuidava da limpeza de um cinema pornô localizado no centro da cidade e frequentado por pedofilos, travestis, putas, traficantes a procura de uma chupada no horário almoço, bons rapazes de boa família e bom emprego mas que vivem o subterrâneo de suas pervesões escondidos nas sombras marginais de antros como esse onde nenhum conhecido seu seria capaz de passar sequer na frente. Todos aqueles velhos tarados e fedorentos e aqueles moleques que não pegam ninguém e vão ali pra ver se partilham sua ejaculação precoce com uma bicha ou puta afim de uma intera pra uma pedra. E era esse pessoal que ele tinha que aturar, era a escória, assim como ele e por isso mesmo insuportavel. Mas muito pior do que a escória eram as paredes e cadeiras gozadas que ele tinha que limpar e depois de passar um dia inteiro ouvindo gemidos e vendo putaria na tela e ao vivo, isso sem falar do cheiro e de passar o dia todo praticamente nadando com a cara enfiada em porra dos outros a única coisa que tinha vontade de fazer quando chegava em casa era de não ter sexo ou ver sexo na sua frente o que levava sua esposa a foder cosntantemente com seu vizinho e ele sabia disso e os dois sabiam que ele sacava tudo o que rolava. E sabe o que é pior? além de limpar a sujeira alheia e de ser indiferente a sexo e traições o cara ainda recebia pouco por isso. Ele batia com o punho na mesa enfurecido e berrrava puto: "Eu devia ganhar 1 milhão por limpar a sua porra". Dei um gole na dose e nervoso paguei mais algumas doses pro meu camarada pra assim entrar em acordo com meu chapa e silenciar minhas idas no cinema. Eu ainda tinha muita pipoca pra estourar...
Açougue e paranóia no parque de diversões
Depois de sua filha ter completado 13 anos o seu vício começou a corroer a relação das duas e passou a ser uma mãe desleixada e passando pela mão dos maiores canalhas até ver seu corpo se decompor em no vício e nas doenças venéreas. Um belo dia ela começou a observar a filha com uma atenção comovente. Tocou a pele da garota e acariciou o rosto da filha por alguns minutos. Com aquele sorriso débil de mãe coruja ela olhou pra sua única filha e companheira, já que era mãe solteira e desceu as mãos até os seios da menina que estavam crescendo. Já era uma moça, menstruava e chamava a atenção dos rapazes. Ela levou sua filha até a praia nesse dia e vendeu a garota pra algum gringo em troca de uns trocados e jogando a menina a um amanhã qualquer. Logo ela da as costas e deixa sua prole pra trás e depois de andar por 6 quarteirões ela consegue o que quer e coloca no cachimbo todo o amor que se limitou a sentir. O crack consumia sua vida num abraço confortante. Um abrigo longe da cruel sanidade.
Vigilante noturno
3 da manhã e seus olhos abertos fixos no teto o motivam a tomar uma iniciativa. Depois de bater a cabeça na parede algumas vezes você se certifica de quem o pesadelo é mais real do que se imagina. Você abre a janela e olha pra baixo e o chão parece ser um imã te atraindo para seus braços. Suas vozes permanecem em discórdia dentro das trincheiras que sua mente construiu. A janela te chama e você consegue voar para uma macha nas páginas policiais.
Fim de noite
Daqui a 1 hora o sol amanhece e todo o lixo se recolhe pras suas casas e toma um banho antes de dormir. Passei tempo demais sozinho e vendo esse pessoal denegrir qualquer crença que eu ainda poderia ter no ser humano. Vi todas as putas e todas as bichas e aquele viciados chupando traficantes. Saquei a arma e disparei. Hoje eu tomei banho no sangue imundo que me ceifa todos os pecados. Sou o santo pecador que assim como você se nutre parasitando as falhas alheias assim posso esconder meus segredos mais hediondos. Apenas agi como um inseticida enquanto tantos se privam do seu direito de expressar e agir diante do que lhe é nocivo.
Bom dia proletário!
A barba por fazer e uma pilha de curriculuns empoirados pra entregar se juntam ao meu cansaço de mais uma noite em claro. A angústia e melancolia me acompanharam nessa noite muda e seu silêncio gritava minhas falhas. Agora que o sol nasceu eu ganho a sua companhia e ele sorri um novo dia pra mim. Outro dia perdido como bala em tiroteio. Amanhã tento mais uma vez matar a motivação em estagnar.
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