segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Gastrite afetiva em febril estado de coma

O melhor ruído que sua vida pode vomitar
Sonhos distorcidos por cachaça e rivotril
O melhor ruído que sua vida pode vomitar
Está nas esquinas se exibindo num açougue vivo
Fumando crack e dando o rabo por qualquer coisa que mate a fome
O melhor ruído que sua vida pode vomitar
Se esconde na fé já descrente e preguiçosa
Na crença gorda e sedentária dos ícones falhos
O melhor ruído que sua vida pode vomitar
Se encontra na sua hipocrisia de conselhos e apreço
Seu aperto de mão é tçao falso quanto seus chutes
E todos os moralistas se erguem a seu favor
O melhor ruído que sua vida pode produzir
Está nos vagabundos que vivem a margem
Que em extrema estupidez insistem em acreditar que fazem a diferença
O melhor ruído que sua vida pode vomitar
É na minha cara, nos meus escritos amassados e na minha comida
O que produzo é tão podre quanto você por ser meu reflexo
E assim apodrecemos juntos em sinfonia delirante
O mnelhor ruído que que sua vida pode produzir
Está no coração entre as suas pernas
Gerando orgasmos claros
Gemidos e franqueza que o tempo pode acabar
Mas queremos algo além da solidão de qualquer companhia
O melhor ruído que sua vida pode vomitar
É a certeza que amanhã tudo vai desmoronar
Que tudo chega ao fim e mesmo sabendo disso tudo
E no meio desse mundo absurdo
Nesse emaranhado de lixo humano que afirmamos
Numa rotina de egoísmo e oportunismo
Todo o barulho que se pode viver se traveste num ruído
Um ensurdecedor e afirmativo sim
Para toda a morte que aduba a vida
E firma na memória que todo final
Inicia o constante existir falho
Que tentamos consertar
E quando ajeitamos as coisas maquiando os erros
Geramos a mentira
A mentira em exaltar a inexistente perfeição
Uma verdade enlatada que se alimenta de sua convicção
Que se sustenta nesse esquema modelo que anda na linha e paga as contas
Que mentira se alimenta da sua crença?
Aquela que te empurraram ou a que você criou como refúgio?
Ame o que se sente fora dos manuais
Rasgue os livros
Quebre a Tv
Amasse as bulas
Incedeie o padrão
E escute apenas o som dos estilhaços do amor
E todo o nonsense que possa vir no pacote
O que precisa ter sentido é o que precisa ser limitado
Não existe ordem em desejar
Apenas abrace o caos e ouça os estilhaços
Do melhor ruído que sua vida pode vomitar
A vida em si é um tiro e você é o alvo
Ainda existe muita munição nesse inquieto...
Por que?
Porque você vive!
Portanto mate o que importa e deixe para morrer depois
Explicações não se encontram por aqui e muito menos por ai
Sinta pra explicar que não existe motivos pra se explicar
Uma música acaba pra começar outra faixa
E existem novos sons pra compor outra tentativa desesperada
O nosso urgente caminhar
O destino sempre será lugar nenhum
Mas o caminho é um constante cenário de veracidade visceral
Interprete a si mesmo
E deixe os porcos lamberem o pus jorrando falsidade
Ignore o que eu digo como se ignora tudo que se diz
Porque quem vive agride por estar indiferente
Só se pode escutar o que se quer
Outro nó na sua cabeça
Me faz tão confuso quanto
Ainda temos muito o que aprender
Que os mestres morram em seu tedioso trono de sabedoria
Em inofensivo agonizar
E que o respeito e a agressão sejam verdadeiros molotovs
Quem entrem em combustão pelo relevante pulsar nas veias
Onde corre o sangue que o tempo esvai
Nas pessoas que se trombam com formigas
Num mundo que fascina por ser imundo
Mas ainda conserva algum sorriso ingenuo
Das crianças perdidas
Seja la onde estiverem perdidas
Ou no que se perderam
Perdemos a humanidade mas também podemos perder o pior que produzimos
Depende do que se aposta ao longo dos dias
Até chegar o momento que te encara
E quem sabe nesse dia te sobre o melhor ruído que a vida pode um dia vomitar

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sindrome de Estocolmo

Teu desejo carrasco difere do meu
Você tem sequestrado minha alma ao longo dos anos
Seu escape se mantem no meu vicio
A dor que me inflige nutre meus devaneios

Um belo surto
Meu curto circuito
Desenha seu sorriso
E ele se torna meu

Me fiz vitima por querer
E isso me torna seu maior agressor
Sendo seu devoto escravo
Te aprisionei a amarras e mordaças
Agora você tenta em vão

É assim que funciona
Com defeito de fabricação
Construindo ruinas
Mantendo o olhar desolado

Toda fidelidade recheando outras camas
Uma verdadeira dama vadia
Seu nome era farsa e seus lábios cerrados
Despedançando toda a motivação

Nossa mentira valiosa
Num pódio sustentado por cifras
Você furtou minha sanidade
E meu troco foi violar o respeito que poderiam ter por ti

Caça ou caçador
Nossa venerea cadeia alimentar
Sugue minhas sobras porque as suas a muito estão escassas
Nenhum juri poderia condenar
Porque a justiça nunca foi inocente
Assim como eu e você

Esvaziamos a vida
Em fartas doses de hipocrisia
Cada centavo que deixamos valer mais
Será cobrado em dobro
E o que importa fica pra tras em nome de outro patético egoísmo

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ofertas mortas na seção de mentiras

Tim Maia te disse que ela partiu e que nunca mais voltou
E quem quer saber do seu enfadonho tropeçar?
Procure uma forma diferente de se masturbar e ejacule na sua solidão
Ninguém tem tempo pra você
Tempo não se doa a ninguém

Distribuição gratuita se faz com o pente cheio de balas
Sabe quantas granadas me cuspiram e eu tive que engolir?
Tanto faz! todo mundo tem um terceiro Reich tramando ataques relâmpagos
Coca-cola e azia
Queimando o estomago em sufocante napalm
Você engole seco outro querer frustado

O natal vem vindo com suas luzes hipócritas
Pisquem e brilhem outro inferno em liquidação
Suguem toda a grana que pode prostituir minha dignidade
Sem dinheiro e com as cabeças violadas
Seguem deixando muito mais que alguns reais no caixa
Outra lobotomia bate com o sino pequenino de Belém
Enfia esse Deus menino de volta nessa puta virgem

Datas nunca me incomodaram tanto quanto o que as pessoas fazem com elas
Quer algo pra se lembrar? lembre do dia que a vida te tirou o seu melhor
Lembre de se sentir acuado e indefeso
Um completo palerma que precisaria de ajuda pra mastigar se lhe empurrassem comida
Pouco importa se não consegue digerir suas dores
Implore por seu tiro de misericórdia
Abrece seu papel de coitado que é o que parece ter lhe sobrado

Salas de espera me lembram o quanto as pessoas esperam das outras
Querem ser ou que você seja a pecinha de lego que falta pra montar o castelo
As ruínas são tuas então te vira pra organizar teus pedaços
A peça que te falta é bom senso pra chutar quem cruze seu caminho
As pessoas não merecem o melhor

Ninguém merece
Eu não mereço...

Sempre o mesmo papo furado sobre mérito
Faça por onde ter o merecimento de algo tão válido quanto seu nulo existir
Eu gargarejei dia desses o sangue que quase vomitei
Engoli tudo de volta como se fosse revigorar minhas forças
Eu gosto de piadas como essa
Quem sobrevive ao humor torna o mesmo banal
Um irrelevante sorriso amarelo que se força a se estampar na cara

Cara a tapa é rotina e outra queda te espera quando passar pela porta
Quem diria que alguém poderia se importar?
Tantos planos de saúde, igrejas e bancos oferecendo empréstimos
Eles querem sua eterna gratidão
Querem seu dever sendo herdado durante várias gerações
A maldição da culpa forçando as pessoas a terem dívidas homéricas

Quantas pessoas você tem que foder pra esquecer de amar?
Enfie seus sentimentos idiotas dentro desse limbo que você tem na cabeça
Suas lágrimas nostálgicas não vão ser ouvidas por ninguém
Quer romance e entrega na sua vida? a novela te oferece tudo isso sem causar dor

O baixo funkeado conduz em groove um lamento de vozeirão estrondoso
A bateria marca esse sincero pesar
Enquanto a guitarra se insinua sacana como se enfiasse libido nesse apelo
Quem voltou pros seus braços por isso?
Sua música só pode no máximo valer grana
Coisa que só parece ter algum valor

O sono e exaustão estão sempre acordados
Eles fazem companhia pra sua solidão de cigarros entupindo um cinzeiro
Quantas garrafas vazias guardadas no teu quarto
Cada uma se esvaziou com seus últimos goles
Os galos cantam zombando dos seus vícios e anunciam outra manhã que te agride
Nem são de briga mas se acham mais do que frangos gasguitas
Você pensa neles fritos e recheando seu prato e sonha com algumas cervejas


Uma cerveja poderia apagar o sol?
Quanta aguardente se consome para sarar as feridas?
Rios de vodka e vinho cruzam montanhas de cocaína
Mas quando vão apagar sua memória?
Fume todo fumo que puder
Até fazer Bob Marley parecer um moleque que só tava experimentando
Você realmente não se importa com esses caras, apesar de preferir o Dylan
E nenhum garoto de Liverpool assumiu suas chagas

Heróis e referências podem ser mais vivas do que esses cortes abertos?
Você sorri abrindo a faca os outros cortes que já estavam fechados

Gostaria mesmo de pegar esse revolver e carrega-lo com o seu futuro
Meter ele na sua cabeça e aproveitar a chance e meter o meu futuro também
Existe desperdício maior do que ser alguém amanhã?
Crinças são tão tolas mas onde estão as limitações de tempo e espaço?
Na sua cabeça adulta e responsável!
Responsável pelos alicerces de sua hipocrisia experiente

Sempre gostei de queijo do reino
Andei imaginando como seria bom encolher e explorar sozinho o reino desse queijo
Como um rato desses desenhos animados
Tom e Jerry são como Caim e Abel
Obsereve os dois casos e pense em como costumamos agir
Tem coisa mais humana que esfaquear seu irmão?
Queria ver seu corpo alagar a sala de sangue
Seria o melhor banho que eu poderia capaz de imaginar

Tem um garoto esquecido
que procura destruir os conceitos que encontra
Mas um dia ele sonhou uma bela história
Assim como você
Passado todo os dias que estão por vir
O fim se faz afirmação diariamente
Mas da lugar a um novo início
E agora o garoto pode voar
Até acordar com a cabeça estourada no chão

Acredite...crer não é fácil, mas ainda podemos tentar
Tente parar de mentir sua vida
Já é um bom começo
Apesar das opções mais fáceis
Nosso complicado viver não passa de uma tempestade que criamos em copos
Com água ou veneno
Aproveitem as ofertas da liquidação da vida
Quem sabe amanhã me sobre teu beijo desidratado

Achados e perdidos

Os sonhos de outrora marcham funebres
Se desmanchando em versos que te soam banais
Mais uma vez elogios e comentários
Alguma critica sem nenhuma rima com as entranhas
Outro sábio desconexo com o amor
Perdido em meio ao seu grande ego de livros e mandamentos
Em sintonia com a gramática e seus grilhões
Preocupado em rotular liberdade de licença poética
Espontanea descarga de sensações em movimentos vanguardistas
Preocupado taxar o convecional e o não convencional
Um mestre do que não se vive
Cercado por alunos ansiosos em arremedar esse não viver
Pra que me importaria em impressionar?
Previsivel ou não o meu diploma não se ganha em escolas e academias
Sou piegas como amor com dor
Datado como berrar um refrão que nasceu pra ser selvagem
As surpresas apenas acontecem como se sente na hora
As pedras rolam em avalanches e cachimbos
As esquinas perdidas cobram uma mixaria por algum orgasmo pueril
Outro beco espancam o tédio tendo em mão um porrete intolerante
Qual amor te agride mais? as diferenças ou as afinidades?
O triturador de lixo apaga outro passado em comum
E escondendo as lágrimas nos olhos acendo outro cigarro com sua foto
O inicio do fim grita em silencioso e respeitoso desacato
Suas asas deviam ser de chumbo por isso estagnaram tua liberdade a esse fingimento
Que eu uso de toda a minha sinceridade pra fingir acreditar que você não percebe
O sol se põe em queda diante de mais um adeus banal
Rasgaram com faca os doces desejos infantis
Se essa rua fosse minha eu faria muito mais por você
Mais do que o mundo ja fez ou prometeu
Mas ja pisaram na minha mão quando pedi mais uma chance
É triste quando duvidam da sua vontade franca
E a franqueza se perde em prantos solitários e mudos
A surdez dos corações blindados não permite o livre sentir
Poderia ter a dádiva dessa maldição por tanta gente
Mas tenho por você que nem sei mais quem é
O tempo misturou tudo isso numa colher até dissolver
Amarrou o elástico no meu braço e injetou esse leve beijo nas minhas veias
Flutua dentro de mim um sorriso que não é meu
Um sorriso sem rosto que nem ao menos sei se um dia teve
Se teve, eu realmente não lembro mais de suas feições
Ou elas se tornaram diferentes
Frias e distantes
Autoritárias demais e atreladas as suas negações
Mais uma vez seu tribunal me condena a fogueira
Um conselho formado pelos escolhidos da literatura vem apontar minhas falhas
Como seu eu não fosse ciente do lixo que posso produzir
Vocês perdem seu tempo tentando me mostrar o sucesso
Querem me ensinar a ser alguém
Mas eu durmo até tarde aos domingos e já sou alguém sem futuro
Tanto quanto você e seu diploma ou carteira assinada
Também assinaram minha carteira e dias depois eu tava na fila pro exame demissional
Sucesso é comer comida do lixo ou no supermercado sem pagar
Que diferença faz a sua maldita ocupação e sua rotina de cidadão modelo
Paga suas contas, impostos e não afronta a moral e os bons costumes
Mas isso te ame e te abraça ao fim do dia te olhando como se o mundo oudesse acabar naquele misero segundo que vale mais do que todo seu salário?

Acho que não!!
Você nunca foi so um segundo ou um fim de mês
Era a rotina menos previsivel e o inusitado mais cotidiano
Meu melhor erro...devo ter escrito seu nome em algum lugar
Talvez na gaveta fechada e cheia de poeira
Ainda vão tentar me expor a algum constrangimento por ser quem sou
Mas entre seu erro e o meu erro, eu prefiro o meu
Sou como você! diferente e falho
Ainda bem que temos isso em comum
Não somos iguais
Mas apenas uma pessoa fez minha diferença ir além
Quem melhor do que você pra saber de quem eu estou falando
Estou a muito tempo num limbo e nem sei do que falo realmente
Mas ainda sinto pulsando vivo algo que não me assombra
Mas também não me conforta
E inquieto tento saber em vão o que sinto
Só sei o nome mas quando tento falar eu nunca consigo lembrar
Dia desses eu desci bebado num supermercado e decidi comprar meu café da manhã
Normalmente iria furta lo mas eu tava solitário demais pros riscos
Queria a frieza da compra porque refletia meu estado
Fedendo e suado saio causando má imppressão as familias modelo
A porta se mostra mais educada que todos e abre sozinha me revelando a saída
Ela me lembra você quando me convidou pra cair fora da sua vida
Eu começo a comer o tal sanduiche e sinto a vida a cada mordida
E como um mendigo eu tento pensar que você teve sempre a mesma relevância pra mim
Meu prato de comida
Mas a satisfação ia além de matar a fome
O prazer da vida exalada nos poros
Como cachaça que sai do corpo impregnando as roupas
Alguém que passa pela sua vida e finca um sincero desejo de que nunca se acabe
Mas que um dia a gente se toca de que até as lembranças se apagam...
Nostalgia suicida ou um constante homicidio?
Ame primeiro e tente me dizer depois
Garanto que é mais facil apertar o gatilho.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Uma canção estilhaçando a alma

Nuances de uma intensa apatia
Espreitam junto a um tédio parasita
Seu incomodo estomacal diante da mesmice
Impera um peso em seus dias
Que sufoca num mentir constante

Um beijo arranca mais que os lábios
A vida violada das cidades podres
Nesse insistente caminhar a formigar passos
Num certeiro golpe de bisturi tecendo odes
A alguma guilhotina coagulando quadros
Pinturas expressionistas das dores em cores

Sorrisos em preto e branco
Num filme mudo e dadaista de baixo orçamento
Violinos em fúria rasgam ouvintes que já não escutam mais
As batidas apocalipticas anunciam seu novo tormento
Segredos esfacelados alimentam gaivotas no fim do cais
O sol se põe em declinio isolado no vento frio que clama a noite

O problema sempre foi você no reflexo do fundo da privada
Em instantes a imagem refletida é enterrada em vômito
Puxe a descarga e sele seu desfecho
As idéias confusas explodem acordes na mente distorcida
Microfonias em chamas inaudiveis de um lamento atonal
Dodecafônico desejo além do que oferece seu desespero anal

A música concreta contida nas orgias dos quartos ao lado
Distantes orgasmos que assombram seu sono
As paredes e o teto ressoam o silêncio de sua cabeça desolada
Um deserto de sensações amargando cada gota
Se esvaindo em sangue se perde outro sonho

Auto ajuda contida num gatilho
Gire o tambor e feche os olhos
Eu espero um estrondo seguido de um jato vermelho
O trovejar das palavras a queima roupa
Tornaram todos, inválidos tiros
Ao nada perfuram a carne
Enquanto tua boca dilacera qualquer existir
A alma arde acima da pele
Queimam com a polvora num secreto calar
O desespero confortante do silêncio que decreta o fim
Outro inicio prestes a acabar
Enquanto recolho pedaços de mim
Amem seu persistente amém
Até qualquer coisa nos separar
A morte andou perdendo sua credibilidade
Enquanto as luzes continuam acesas na cidade
E a fumaça faz a prévia de mais um amanhecer
Uma devassa solidão ensolarada nasce
No lugar de outra noite perdida em carne viva

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Belos contos sobre a manhã, o sol e os pássaros que cantam

Castidade indecente

A mesa lotada com amigos sorrindo suas farsas não passa de mais um mero recheio pras mesas do puteiro. Encharcado de bebida e rophynol você sobe as escadas de algum possivel suicidio venereo e rola os dados na cama, faz sua aposta alta na noite e ao som de gemidos mecânicos pensa longe dali em nada de especial, apenas um grande nada que pós coito te leva a descer as escadas te rendendo boas risadas do cara que teve que pagar a aposta por ter duvidado da sua suposta coragem de transar com uma puta por ser o único na mesa que nunca tinha contratado tais serviços. Baixa estima dos outros te rende algum sexo tão artificial quanto um puteiro e uma igreja podem ser. E todas as garotas de familia em elevados niveis sexuais que as tornam mulheres, coisa que pro sexo castrado na cabeça das mesmas torna as putas um mero pedaço de carne sem valor e respeito. O respeito que as moças de familia deixam que metam em suas vaginas imaculadas pela hipocrisia e possiveis doenças que seus parceiros fixos serão capazes de disseminar entre tantas e você é so mais uma, mulher como qualquer puta. O respeito que quer você não partilha com suas irmãs,mulheres com sexo a venda enquanto entregas o teu a qualquer um que te minta um amor, tenha certaz, o que você ganha no fim não paga nem as tuas contas.Consuma e seja consumido e quem assiste e verbaliza suas punições também é só mais um recheio desse sorridente puteiro infeliz.

Maconha,feijão preto e um caso de policia

Era dia de reveillon e fui fazer comprar com um amigo numa boca de fumo conhecida como "beco da morte" alguma maconha pra fazer da noite uma qualquer de mais um ano a mais sem nada de especial. Somos abordados por um traficante que desconfiado olha pra mim o que causa logo uma explicação do meu amigo que faz o cara relaxar. Sem camisa, magro e com tatuagens everdeadas, arma na cintura e uma quentinha em mão que devorava bruscamente com o auxilio de uma colher e fraternalmente me oferece naquele clima de fim de ano, deessa vez estranhamente sincero como nunca costuma ser, um pouco da sua comida pra um mero cliente desconhecido. Digo que não quero e agradeço e em seguida recebo o produto em mãos escutando boas recomendações por se tratar de um fumo bom. Um dia depois eu ligo a tv e vejo uma matéria num jornal local dedicado a matérias policiais "expirra sangue na tela" e fico sabendo que prenderam todo mundo no "beco da morte". Tinha sido a primeira vez que fui la mas nunca mais voltei e naquela hora eu estava almoçando e lamentando o fato do cara ter que comer o rango do presidio por uns dias mas tratar de negócios sempre foi arriscado.

Desejos estrangulados

Não existe emprego, respeito ou mulher, só anos de frustação que podem daqui a pouco te trazer tudo isso de novo em circunstâcias diferentes e em tediosa tormenta você pretende se martirizar pela suposta falta de sorte? porra nenhuma! seu caso é só mais um que não faz diferença nem pra você e se faz é algo que so te prende a grilhões. Mas mesmo consciemnte disso tudo existem momentos que não consegue fugir de todos esses fantasmas frustantes que lhe cospem fracassos na cara e todos de sua autoria com assinatura e carimbo expotos como fraturas. Engole no seco o sufocante sabor das perdas e danos e engasga em angústia devota as suas tentativas, em vão...em vão? me diga o que não é em vão. A morte é a única capaz de tal feito e por isso mesmo ela movimenta a vida antes que a mesma chegue ao fim, portanto ainda existe muito que se frustar antes de bater as botas.

Migalhas se sentem na pele

Alguns amores se tornam incapazes de trocar olhares e o tempo quando lhes rouba isso esfrega na cara seu poder destrutivo sem possuir nenhum arsenal ele empurra tudo para um fim impiedoso onde o silêncio e os olhares presos ao chão atestam sensações mortas e frias a muito tempo esquecidas e incapazes de serem requentadas. Não tem microondas que aqueça esses defuntos e tantas pessoas seguem nuas em camas e quartos conhecidos ou não mas poucas são as capazes de despir o coração. Pra essas poucas sempre restam as sobras frias e azedas.

Clube das crianças violadas

Crianças são um mero e belo manifesto sincero refletindo um belo foda se. Não existe nenhum outro foda se que seja resultado de algum amor, o mesmo chega ao seu fim e as crinças permanecem como elos eternos que mesmo após a morte continuam vivas em belas histórias imperfeitas. Existem alguns imbecis prestativos capazes de tentar a todo custo ceifar infâncias por um egoista e opressor orgasmo imundo. Respeitar os mais velhos e autoridades que talvez devesse te ensinar a nadar ou escrever mas que estão mais preocupados em te ensinar a se masturbar ou penetrar seu infantil receio pelo que não é infância. A tantos imbecis que se prendem a suas ereções covardes só deveria restar o pior que não pode nem ser nem imaginado. E ele suava feito um porco sujo enquanto enfiava a mão na bermuda e fazia movimentos doentes diante de algum garoto de 11 anos. Não se sabe se ele ainda faz o mesmo mas nunca se apaga o minimo que se faz a criançada. Nenhum palhaço deveria mostrar seu saco vermelho.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Seja feita a sua verdade

Talvez o papel higiênico enrolado na sua cara não limpasse a merda que todas achavam existir por trás daqueles pedaços enrolando o seu rosto

A primeira dança foi sublime e funebre sendo também a última e seus olhos pareciam nadar de tão encharcados com aquela bela piada que ele havia inventado

Todo platonismo foi embora com uma máscara porque talvez fosse dificil fingir ao lado de quem não costuma atuar

Mas isso nunca foi um final feliz e deve ter alguma estúpida canção melosa de bailinho
Dessas que faz você, um cara aparentemente frio chorar nostalgico por coisas que nunca existiram

Alguma love hurts da vida embaça casais hormonalmente apaixonados, ereções e umidade entre as pernas travando guerras falsas que nunca vão passar disso

E você ve essa cena diversas vezes como um imbecil cheio de tristeza e se identifica de alguma forma com esse seu filme exibido no espelho da tv

O que a modernidade e um aparelho de dvds rodando um filme baseado em contos de um escritor que viveu o fracasso não poderiam ser capazes de fazer

Mas viver a perda também implica em sorrir, em alguns momentos mais do que você que costuma vencer todas

Felicidade se mente mais pra uns do que pra outros mas não deixa de ser mentira

Triste? triste é sorrir sempre e se privar de cada dor que te derruba mas que talvez meu chapa a sua racionalidade não tenha te explicado que elas também podem te levantar

Você é o último colocado e engole a poeira que os caras do pódio não conseguiriam suportar ou suportaram mas perderam o costume

Entre filmes e sonhos você também teve sua passional dança funebre e hoje ela é so uma lembrança e como companhia você tem a solidão do controle remoto direto no repeat da mesma cena ridicula

E hoje quando ouve a versão do Nazareth pra love hurts tem a certeza de que o Everly Brothers com sua primeira versão machuca mais do que a farofa plástica que se tornou a versão hard rocker poser que ficou mais conhecida por essas bandas

Música é so a trilha de um funeral vivo

E no meio de tantos comentários desnecessários alguém pode achar óbvio e piegas mas seus egos se envaideceram demais tentando ser sempre imprevisiveis e interessantes

Ser previsivel quando se quer é uma verdade so sua como qualquer outra coisa que queira

Acho que ninguém tem mais do isso na vida...apenas acha que tem

O quarto escuro pode ter mais amor do que qualquer pessoa alguma vez ja disse te olhando nos olhos com aquele sorriso que era tão real que parecia ser seu também

E seu sorriso e seu viver desprezam outras formas de existir

Muitos esquecem que pra alguns a vida so existe quando se morre de tanto viver

Nada é verdade nesses livros,bulas e manuais como também dizem que o cerebro rege as emoções e o coração ganhou essa simbologia mas nunca fez muito sentido ou sei la o que

Sentimenos ou toda essa razão ou mesmo a comunhão dos dois não importa muito se você não vive, tenta, perdendo ou não

As vezes a única motivação existente é tentar não tentar mais

Mas a morte pelo excesso de vida é capaz de uma entrega que nenhuma incerta eternidade conseguiria oferecer

Os sonhos infantis sendo um dos 4 amigos imaginarios de liverpol e crescendo no clube dos corações solitarios tendo sempre uma banda tocando cada música como se não fosse planejado mas que estranhamente se encaixa em cada momento

Você cresce e tem certeza que o sonho acabou e que qualquer coisa é mais popular que cristo mas as pessoas querem mesmo é se safar e ter algo pra se agarrar

Novidade nenhuma! quem não quer algum tipo de abraço? alguns querem por interesse enquanto outros apenas querem

Motivos? conseguimos destruir todos e assim matamos tudo que poderia ser bom

E quando não tem motivos algo acaba tornando aquilo um absurdo e forçando a ser mais uma coisa convencional dessas que se mata todos os dias

E algumas coisas matam mais do que qualquer doença e temos outra bela manhã opressora e o único sono passageiro parece uma lembrança distante

Como você ja deve ter sido pra alguém
Como eu ja fui ou sou pra ninguém ou muitos

Pra que lembrar? não existe vale a pena ver de novo e muito menos controle remoto pra voltar em algum segundo, dia ou que seja

Sua vida passa e as lembranças ficam
Até o dia que tiver alguma sorte e vão apenas lembrar de você
Mas depende de quem lembra
Algumas pessoas deveriam esquecer de todos ja que ja fazem isso com todo mundo que convivem mas alguma hipocrisia pos morte as faz enxergar alguma luz que não existe

Outro prego em nosso caixão
Sepultando algum coração
É assim que funciona nossa exemplar cadeia alimentar
Pelo menos garanta a grana pro velório porque viuvas pra chorar aparecem
Morrer santifica todo mundo ou quase todo mundo
E mentimos fingindo mais uma vez ser relevante esse fato quando nunca nos importamos com nada além de inflar egos seja o seu ou o alheio

Olho no espelho e esmurro meu ego até restar alguns cacos
E os Everly Brothers ainda cantam as dores de alguém

Não se sabe de quem
Se soubesse não teria importância
Cada macaco no seu galho derrubando os vizinhos de seus respectivos galhos
Quem quebra galho sempre perde garantindo a vitória dos outros
É assim que se dança

Mas você ainda dança sozinho pisando nos cacos do espelho