domingo, 5 de dezembro de 2010

Achados e perdidos

Os sonhos de outrora marcham funebres
Se desmanchando em versos que te soam banais
Mais uma vez elogios e comentários
Alguma critica sem nenhuma rima com as entranhas
Outro sábio desconexo com o amor
Perdido em meio ao seu grande ego de livros e mandamentos
Em sintonia com a gramática e seus grilhões
Preocupado em rotular liberdade de licença poética
Espontanea descarga de sensações em movimentos vanguardistas
Preocupado taxar o convecional e o não convencional
Um mestre do que não se vive
Cercado por alunos ansiosos em arremedar esse não viver
Pra que me importaria em impressionar?
Previsivel ou não o meu diploma não se ganha em escolas e academias
Sou piegas como amor com dor
Datado como berrar um refrão que nasceu pra ser selvagem
As surpresas apenas acontecem como se sente na hora
As pedras rolam em avalanches e cachimbos
As esquinas perdidas cobram uma mixaria por algum orgasmo pueril
Outro beco espancam o tédio tendo em mão um porrete intolerante
Qual amor te agride mais? as diferenças ou as afinidades?
O triturador de lixo apaga outro passado em comum
E escondendo as lágrimas nos olhos acendo outro cigarro com sua foto
O inicio do fim grita em silencioso e respeitoso desacato
Suas asas deviam ser de chumbo por isso estagnaram tua liberdade a esse fingimento
Que eu uso de toda a minha sinceridade pra fingir acreditar que você não percebe
O sol se põe em queda diante de mais um adeus banal
Rasgaram com faca os doces desejos infantis
Se essa rua fosse minha eu faria muito mais por você
Mais do que o mundo ja fez ou prometeu
Mas ja pisaram na minha mão quando pedi mais uma chance
É triste quando duvidam da sua vontade franca
E a franqueza se perde em prantos solitários e mudos
A surdez dos corações blindados não permite o livre sentir
Poderia ter a dádiva dessa maldição por tanta gente
Mas tenho por você que nem sei mais quem é
O tempo misturou tudo isso numa colher até dissolver
Amarrou o elástico no meu braço e injetou esse leve beijo nas minhas veias
Flutua dentro de mim um sorriso que não é meu
Um sorriso sem rosto que nem ao menos sei se um dia teve
Se teve, eu realmente não lembro mais de suas feições
Ou elas se tornaram diferentes
Frias e distantes
Autoritárias demais e atreladas as suas negações
Mais uma vez seu tribunal me condena a fogueira
Um conselho formado pelos escolhidos da literatura vem apontar minhas falhas
Como seu eu não fosse ciente do lixo que posso produzir
Vocês perdem seu tempo tentando me mostrar o sucesso
Querem me ensinar a ser alguém
Mas eu durmo até tarde aos domingos e já sou alguém sem futuro
Tanto quanto você e seu diploma ou carteira assinada
Também assinaram minha carteira e dias depois eu tava na fila pro exame demissional
Sucesso é comer comida do lixo ou no supermercado sem pagar
Que diferença faz a sua maldita ocupação e sua rotina de cidadão modelo
Paga suas contas, impostos e não afronta a moral e os bons costumes
Mas isso te ame e te abraça ao fim do dia te olhando como se o mundo oudesse acabar naquele misero segundo que vale mais do que todo seu salário?

Acho que não!!
Você nunca foi so um segundo ou um fim de mês
Era a rotina menos previsivel e o inusitado mais cotidiano
Meu melhor erro...devo ter escrito seu nome em algum lugar
Talvez na gaveta fechada e cheia de poeira
Ainda vão tentar me expor a algum constrangimento por ser quem sou
Mas entre seu erro e o meu erro, eu prefiro o meu
Sou como você! diferente e falho
Ainda bem que temos isso em comum
Não somos iguais
Mas apenas uma pessoa fez minha diferença ir além
Quem melhor do que você pra saber de quem eu estou falando
Estou a muito tempo num limbo e nem sei do que falo realmente
Mas ainda sinto pulsando vivo algo que não me assombra
Mas também não me conforta
E inquieto tento saber em vão o que sinto
Só sei o nome mas quando tento falar eu nunca consigo lembrar
Dia desses eu desci bebado num supermercado e decidi comprar meu café da manhã
Normalmente iria furta lo mas eu tava solitário demais pros riscos
Queria a frieza da compra porque refletia meu estado
Fedendo e suado saio causando má imppressão as familias modelo
A porta se mostra mais educada que todos e abre sozinha me revelando a saída
Ela me lembra você quando me convidou pra cair fora da sua vida
Eu começo a comer o tal sanduiche e sinto a vida a cada mordida
E como um mendigo eu tento pensar que você teve sempre a mesma relevância pra mim
Meu prato de comida
Mas a satisfação ia além de matar a fome
O prazer da vida exalada nos poros
Como cachaça que sai do corpo impregnando as roupas
Alguém que passa pela sua vida e finca um sincero desejo de que nunca se acabe
Mas que um dia a gente se toca de que até as lembranças se apagam...
Nostalgia suicida ou um constante homicidio?
Ame primeiro e tente me dizer depois
Garanto que é mais facil apertar o gatilho.

Um comentário:

Folhetim Cultural disse...

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Ass: Magno Oliveira
Folhetim Cultural