terça-feira, 12 de maio de 2009
Morte ao alcance do controle remoto
Sabe um desses dias que você esta em casa entediado sem nada pra fazer e com um baseado na mão? dia desses resolvi mudar de canal enquanto fumava tranquilamente e com desdem em relação a tv eu jogava a fumaça pela janela e ficava muito mais satisfeito com a visão da minha calçada, da minha rua do com a programação televisiva. Porém ao colocar na rede Globo de lobotomização, eu vejo os convidados do Altas Horas, programa capitaneado pelo Peter Pan da terceira idade, Serginho Groinsman. A seleção de entrevistados estava tão bizarra que chamou a minha atenção e ja chapado eu pude presenciar um momento impar da televisão brasileira, que juntou no mesmo estudio a talentosa e bela Mel Lisboa, uma modelo gordinha porém bonita que ganhava a vida nos EUA vestindo a moda feita por encomenda pras mulheres cheinhas, o "gatinho" do rock "atitude" que consegue ser rebelde e sensivel, Di, do Nx Zero, a banda Calypso com o simpatico casal sorridente,eletrico e cheio de malemolencia e gingado, Ximbinha e Joelma e pra completar esse freak"reality" show, não muito realista, estava a banda "independente" e do mal (não posso confirmar a independencia pois não conheço a historia da banda) Madame Satã que era conterranea dos simpaticos integrantes da formação dançante semi erótica e demente que atende pelo nome de Calypso. A coisa piora quando começam as perguntas feitas por essa juventude tão antenada no proprio rabo que chega a um estagio de demencia surreal, entretanto era facil perceber como as perguntas eram feitas pra um dos convidados de um modo que nos deixa com a hipotese de que a plateia seguia um roteiro pra fazer tais questionamentos. Duas meninas perguntam se elas são gordinhas simpaticas e se podem ser modelo também, a convidada enrola e enrola e responde algo vago e sem graça, enquanto Mel Lisboa é toda cultura, arte, poesia,intelectual com todo aquele papo artistico cult broxante que a sua peça esta em cartaz comovendo gerações, um espetaculo infanto-juvenil lindo, onde os pais e os filhos interagem pois o roteiro é muito bom e aquele bla bla bla todo que mesmo que seja interessante, me provoca nauseas quando é feito por alguém que esta se achando a criatura mais especial que habita esse planetinha. Ela pode ser bonita e atuar bem, algo raro entre tantas meninas que apenas tem um rostinho bonito, um belo corpo mas nenhum talento pra atuar, mas ela era um saco, muito chatinha e sempre se colocando como exemplo de integridade ou qualquer outra merda de virtude dessas que se esfrega na cara dos telespectadores. Di era total futilidade, não daquelas que a gente curte de vez em quando pois a vida precisa de diversão e de coisas inuteis também, mas eu falo daquela que você se sente ofendido de ver. Uma garota treme nervosa e possivelmente excitada(e sem nenhum criterio por ter sonhos eroticos com um imbecil desses) pergunta qual o significado da tatuagem que ele tem nas costas, ele da uma explicação tosca e aproveita pra mostrar uma outra que ele tem na perna e que é uma comida japonesa ai que ele gosta...eu so consegui pensar em uma coisa nesse momento "Di, e o cu? vai bem?cheio de grana?" e não falo isso por inveja da fama, da grana ou porque eu queria estar no lugar dele sendo o sonho de muitas adolescentes retardadas, mas falo porque existem coisas toleraveis mas sinceramente, nesse ponto eu sou extremamente radical, rock'n'roll nunca vai ser isso, chamem do que quiser menos de rock'n'roll. E falando nisso, a banda Madame Satã começou timida respondendo umas perguntas do Serginho pra depois ganhar o respeito de uma plateia que não tava ali por eles, com uma performance empolgante, com a presença de palco da vocalista sendo o destaque, porém os trejeitos a la Marylin Manson e o som meio Pitty não me convenceram, mas fizeram bem o tinham que fazer e coerentes com o estilo deles, não é o tipo de som que escuto mas aproveitaram bem o jabá e souberam vender a alma e trair o movimento com uma boa apresentação para o mundo mainstream heheheh e toda essa coisa de defensor do underground que ve uma banda independente na Globo e ja não ve a coisa mais com bons olhos. Deixando isso de lado, não podemos esquecer que nem tudo na cena independente é legal, vide Mallu Magalhães. Agora vem o som plastificado do Calypso que tem em sua formação o atual guitar hero da tosqueira, com forte influencia de um ritmo do seu estado natal, chamado guitarrada que por sua vez, em alguns momentos parece uma versão caribenha, meio lambada da surf music, rotulos a parte, as guitarras de Ximbinha são hilarias, e não falo menosprezando não, detesto a banda mas como piada eles são ótimos! se a intenção deles é trazer alegria, eles trouxeram muita pra mim hehehehe Joelma parece um robô traveco dançando frenetica e sempre sorrindo ao lado de uma dançarina e um dançarino afeminado(clichê do cara gay que dança). O Calypso roubou o programa, fizeram uma jam com o Di(argh) e tocaram uma do Paralamas, a banda até que levou direitinho a música e a Joelma conduziu a coisa toda, ja o Di, coitado, estava perdido mas tentando posar de rockeiro. Depois, num momento em que Serginho perguntou a cada convidado o que eles faziam com seu dinheiro e a modelo veio com umas futilidades, a Mel Lisboa querendo passar a imagem de culta e de quem compra coisas que realmente vão trazer algo pra ela, como conhecimento ou seja, livros,filmes ou quem sabe ela compre vibradores que brilham no escuro pra dividdir ele com alguma atriz que ela divide a cama volta e meia num sexo a 3 com aquele amigo bi que é cabelereiro e maqueador da peça, Di é um bom menino, comprou uma casa, isso é sinal de que ele não quer mais incomodar os pais com sua choradeira e ja é um homenzinho que ja pode fazer outro homenzinho mas que deve ter outros interesses ja que ele é moderno, descolado,estiloso e toda essa bosta, mas não importa! a opção sexual dele que se foda! o que importa é que como ele foi um bom menino e ta trabalhando direitinho vendendo merda pra um monte de gente, ele pode também se dar ao luxo de comprar algo pra brincar, um videogame minha gente! que coisa mais fofa vocês não acham? . Ja a banda Madame Satã, eu nem lembro se perguntaram o mesmo pra eles ou não, so sei que eles estavam la como coadjuvantes, ja basta uma banda independente aparecer na Globo né? ser a estrela da noite ja é pedir demais. Isso era uma tarefa que o Calypso faz com categoria, Joelma e Ximbinha dão um show de humildade quando afirmam que gastam mais grana investindo na propria banda que é o trabalho que eles tem e que querem sempre levar o melhor pro público. Odeio a banda mas foi a resposta menos arrogante e futil da rodada. Imagino que o empresario deles devia estar tendo orgasmos com tanto profissionalismo robotico da dupla. O fumo era bom mesmo, me fez fazer uma resenha sobre o tal programa e as celebridades convidadas, ou seja, o tipo de merda sem utilidade que você faz quando ta chapado e acha genial hehehehe mas pra encerrar essa porra louquice toda, o Calypso termina o programa nos brindando com uma música nova, que parafraseando a música, nao fez meu "coração xonar" pela banda não, mas rendeu boas risadas e um momento divertido em que um dos integrantes do Madame Satã puxa a vocalista da banda e os dois começam a dançar, o casal do rock dançando Calypso minha gente! é o fim dos tempos... sei que depois tem o momento falsidade em que todos os convidados se abraçam como se fossem amigos de longa data proporcionando um momento lindo que chega a dar nauseas. No mais, o programa acaba e me sobra a certeza de que o Calypso é mais rock que o Nx Zero, que a Mel Lisboa é bonita mas eu ainda prefiro minha namorada, com a Mel Lisboa o cara ganha de brinde o ego dela, que modelos gordas e politicamente corretas não são nada corretas e não estão querendo rechear a auto estima das gordinhas mas sim os seus bolsos pra gastar comprando chocolate caro, o Madame Satã vai ser a nova Pitty se souber divulgar bem a coisa fazendo um marketing bem feito e conseguindo vender discos para retardados assim como o Di no Nx Zero faz, com o diferencial que o Di não precisa fingir que é retardado pra vender discos pros retardados. A tv aberta tem dessas maravilhas pra nos oferecer, cultura inutil pra lavagem cerebral de muitos, a merda ao alcance de todos embalada num bom papel de presente. A embalagem é o que importa, todo mundo vai estar tão chapado de informação inutil que nem vai notar o conteudo. E qual o seu conteudo pra questionar isso tudo? qual seria o meu? o vazio é real e ele esta no meio de nos. Depois ainda falam que as drogas acabam com os seus neuronios.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Quantos curtas subersivos conseguem ser realmente inofensivos?
A fumaça em camera lenta volta pra cabeça e as paredes parecem cúmplices. A tela na sua frente, ao comando do controle remoto mostra possíveis realidades profundas em sua falta de realidade, mergulhadas em devaneios,delírios num labirinto formado por caleidoscopios de insanidade e inocência confrontados por um olhar descrente e cetico. O cheiro de erva se espalha no quarto e você sabe que não esta tendo uma viagem de ácido mas o fumo é bom, tendo em mãos o suficiente pra colorir novas realidades dentro da sua cabeça. Muitas marchas, muitos direitos, mas só existem deveres. Devo manter a sanidade? a música indica o caminho. Uma estrada de sons revelando o sentido de porra nenhuma. Você esta dopado e acha que isso é algo sagrado e espiritual? é um encontro com você mesmo conhecendo nuances do seu ser que antes não haviam sido revelados? pode ser, mas não é nada além de estar dopado, de ter a linha ténue entre o controle e o descontrole em suas mãos e achar muito divertido a ideia de cortar essa linha e embaralhar as realidades. Você só esta dopado e é tentador abraçar a loucura e não voltar mais de la. Alguns olham pro espelho e vem mortos, e aquele sangue todo escorrendo no rosto desfigurado pelos conceitos. Sua vida não é um álbum conceitual de alguma banda de progressivo com toda aquela pomposidade,firulas e pretensões artísticas grandiosas utilizadas pra masturbar seu próprio ego numa viagem ao centro do eu onde o mundo gira em torno dos umbigos celestes, escolhidos a dedo por uma força maior que você nem sabe explicar mas criou ela pra ter algo pra explicar, algo pra matar o tempo e jogar conversa fora. Fome é solução pra tudo o que é estático, diante dela nada é estagnado pois a fome move muito mais que montanhas. Alguém liga a luz do quarto, a luz que cega a todos. Essa luz? só pode vir do cu! claro que não é Jesus. Ele em sua possível existência teria mais o que fazer, não iria ligar a luz do seu quarto. Alguém cagou a humanidade e ainda não conseguiu limpar a sujeira. O planeta terra é habitado por um esgoto a céu aberto? como vamos chamar o Capitão Planeta se ele não existe? eu nem gostava mesmo daquele desenho. Amor só se serve em doses cavalares e atordoantes, daquelas que deixam uma vida tonta, tombando pelos cantos. Você ainda tem um pouco de amor ai? ,ou qualquer "dolá de 2 conto" serve. Valeu por livrar a minha. Maconheiro é tudo unido hehehe...depois de horas rindo descontroladamente me resta uma pergunta:
-Qual foi a piada?
E la fora um silêncio estranho seguindo de um mantra entoado pela chuva insiste em repetir a resposta vaga negando todo o conhecimento. Não sei mas eu acho que talvez nem lembre da resposta. Talvez seja melhor assim.
-Qual foi a piada?
E la fora um silêncio estranho seguindo de um mantra entoado pela chuva insiste em repetir a resposta vaga negando todo o conhecimento. Não sei mas eu acho que talvez nem lembre da resposta. Talvez seja melhor assim.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Nenhum dia de aula te ensinou sobre você
O primeiro dia de aula sempre é cruel, a sensação paranoica de estar num lugar estranho, com pessoas estranhas e pra aprender coisas estranhas que alguém cismou de ter muita utilidade prática no cotidiano de todos é algo que pode ser bastante traumático. Ele entra na sala e todos olham com desprezo pra sua roupas amassadas num desleixo estético que combinava com o andar desengonçado e a cara de quem estava sempre com o pensamento em outro lugar. Ou seja, o tipo de cara que sempre vai ser uma vitima, seja numa sala de aula ou num escritório. Rastejando até uma cadeira vazia no fundo da sala uma perna surge no caminho lhe jogando de cabeça num tropeção contra a cadeira e te lembrando que você é a escoria da escoria e esta ali pra ter a mesma função que um livro de auto ajuda teria pra sua mãe, só que você traz esse beneficio pra toda a sala e se brincar pra outros alunos de outras turmas. Você é o cara que eles precisam pra descontar as frustações diárias de serem sempre os mesmos caras e agirem de maneira progamada pra serem aceitos na turma. Você desperta raiva por ser você mesmo e nunca ter tentado agradar, simplesmente se rastejando timidamente sem nenhuma reação até sua cadeira, com medo de todos os sorrisos maldosos e de toda brincadeira sacana que afastava as garotas e criava muros para possíveis amizades, todo o sangue expirrado pelo nariz depois de apanhar durante alguns minutos por ser diferente. Você chega em casa e sente dor e odeia aquela situação por ela ser tão patética e você se sentir mais patético ainda por não conseguir solucionar isso. Sua mãe reforça sua incapacidade insistindo para que no próximo dia seja comunicado os abusos cometidos pelos colegas, atestando assim sua incompetência em resolver isso sozinho, coisa que seu pai parece ter prazer em esfregar na sua cara xingando e gritando que homem não leva desaforo pra casa, mas mal sabe ele que o desaforo já começa em casa. Logo seus pais o deixam sozinho com a suposta segurança de um tio que vive bêbado e mal dizendo a vida pois não consegue segundo suas próprias palavras "comer uma mulher sem pagar". A segurança que seu tio tinha pra oferecer era as portas trancadas e suas calças arreadas e logo uma palavra de ordem que te obrigava a se ajoelhar e colocar aquela porra imunda na boca e depois vinham as ameaças pois se não ficasse quietinho todos iam saber que você era uma bichinha de merda que se insinuava pro tio. Seus pais nunca acreditaram em nada vindo de você, então pra que esperar algo deles? nunca iriam deixar de acreditar no tio, alcoolatra porém pertubado,doente e que precisa de ajuda pois seu pai ainda deve muito dinheiro pra ele, nos tempos que seu tio podia esnobar e esbanjar a vontade mas que num raro momento de compaixão, emprestou uma grana pro irmão mas que o deixou devendo muito mais do que o dinheiro, e hoje seu pai deve a alma ao seu tio. Sua mãe age como uma criança inocente e alheia a tudo, vivendo num mundo construído pela fantasia de que tudo pode ser controlado se entupindo de calmantes,anti depressivos e todo tipo de remédio que controle seu sitema nervoso, altere seu humor e torne a mulher indiferente a vida. Pra que viver quando se pode estar sempre dopado e de forma legal? com um receita médica e uma farmácia em casa, a vida perde o sentido e as tarjas pretas fazem mais sentido. Você chora silenciosamente no quarto, com as calças arreadas e uma dor no rabo que te lembra o quanto doí viver, enquanto da sala se pode escutar o barulho da tv falando de algum carro que seria a extensão do seu pênis e resolveria todos os seus problemas. E você pensa que seu cu deveria valer mais do que a porra de um carro, que aquela merda toda tinha que mudar e sua vida não deveria ser assim. Você olha pela janela e pensa em todo dia sendo obrigado a viver algo que não é seu, que não é você e que te forçam a fazer tudo isso simplesmente porque você não finge ser nada além do que é.
Outro dia no colégio e te forçam a lamber bosta de cachorro do tênis de um idiota daqueles que faz algum esporte e ganha todas as garotas que tanto reclamam da estupidez masculina mas que continuam fazendo questão de escolher os caras mais idiotas. Seus óculos no chão, quebrado e enquanto pisam na sua cabeça contra o chão e um caco da lente corta seu rosto perto do olho estourando uma de suas espinhas. No chão sendo humilhado e pensando no troco, em como seria bom ter a vingança em suas mãos e todas aquelas balas perfurando seus obstáculos, mas isso é legal em filmes ou pode funcionar bem em escolas americanas, mas você nem mesmo sabe atirar e nem tem grana pra uma arma. Só resta encarar outro dia e tentar fugir, se esconder e chorar sozinho. Chegando em casa uma movimentação estranha de carros de policia e uma ambulância sai disparada da sua casa rumo ao hospital mais próximo, e logo depois seu pai aparece sendo algemado por dois policiais. Ele matou seu tio, nem ao menos te deixou a chance de sonhar um dia fazer isso com suas próprias mãos. Mais uma vez sua família prova sua incapacidade. Tanta autopiedade e autoflagelação numa vida podem te levar a um suicídio ou algum ato extremo e urgente do tipo. Mas você é estúpido e escolheu continuar vivendo e agora que tinha só sua mãe, podia em partes ter mais liberdade. Ao menos ela teria mais preocupação com a caixa de valium que ta acabando do com o que esta acontecendo realmente na sua vida. Os anos se passaram e você tem seu primeiro encontro, uma garota linda, daquelas que todos acham que não pode ser real sorri pra você e por pena segura sua mão. Quando as coisas finalmente esquentam ela para e veste as roupas falando do seu ex namorado, que por sinal é o mesmo que um dia te fez lamber bosta de cachorro e que enquanto namorava a tal garota já tinha saído com mais da metade das meninas do colégio. Ela olha pra você e diz que sente muito, murmura um coitadinho com aquela cara nauseante de pena e você cospe na cara dela ganhando logo em seguida um tapa, algo muito mais sincero e digno,você pensa. Ela corre e te deixa pra trás com nenhuma boa lembrança. Você vai andando um passo de cada vez até chegar num bar fedendo a mijo, senta e pede uma cerveja e logo essa cerveja se multiplica e já não se sabe mais quantas foram consumidas. Um litro de alguma cachaça vagabunda te deixa pela primeira vez com uma sensação prazerosa. Você se sente livre mas alguns segundos se passam e o mundo gira e tudo parece ter sido apagado como se alguém desligasse um interruptor na sua cabeça. O sol te acorda e queima a pele enquanto sua primeira visão é o vomito brilhando com a luz e logo sente o cabelo melado de vomito e o mal cheiro que se confunde com o cheiro do bar. O dono que também faz as vezes de garçom dando conta de tudo sozinho logo se apressa a cobrar a conta. "Toda vida tem uma conta meu chapa" e você levanta a cabeça e olha fixamente pra cara do sujeito e lembra do tênis cheio de merda e aquele gosto que nunca se esquece. O cara sorri e fala seu apelido e logo diz que tudo foi por conta da casa gerando um estranhamento seu e uma pergunta. A resposta? "eu era mais merda do que você, por te obrigar a fazer algo tão estúpido, mas precisava fazer aquilo com você pois sabia que você era o melhor de todos ali naquela sala, você era real e sincero " e depois completa com um " era coisa de moleques querendo se afirmar, entrar numa turma, fazer parte de algo". Ele te olha com receio enquanto esta rindo descontroladamente e depois que para olhando pro seu carrasco dos tempos de escola e dizendo as seguintes palavras "eu fazia parte de algo mas nunca me deram a chance de mostrar quem eu era, mas sabe de uma coisa? eu não sou nem um pouco diferente de vocês" e logo quebrando uma garrafa e partindo pra cima do balconista rasgando sua pele de um canto a outro criando um mapa naquele corpo antes atlético com seus músculos vazios, mas agora gordo e ensanguentado caído no chão de um banheiro de um bar nojento e cheio de mijo. Com a garrafa quebrada na mão e ligando pra policia você espera que os homens fardados cheguem logo e te tragam uma liberdade dentro de uma cela. Uma liberdade que você nunca teve fora...mas qual liberdade?
Outro dia no colégio e te forçam a lamber bosta de cachorro do tênis de um idiota daqueles que faz algum esporte e ganha todas as garotas que tanto reclamam da estupidez masculina mas que continuam fazendo questão de escolher os caras mais idiotas. Seus óculos no chão, quebrado e enquanto pisam na sua cabeça contra o chão e um caco da lente corta seu rosto perto do olho estourando uma de suas espinhas. No chão sendo humilhado e pensando no troco, em como seria bom ter a vingança em suas mãos e todas aquelas balas perfurando seus obstáculos, mas isso é legal em filmes ou pode funcionar bem em escolas americanas, mas você nem mesmo sabe atirar e nem tem grana pra uma arma. Só resta encarar outro dia e tentar fugir, se esconder e chorar sozinho. Chegando em casa uma movimentação estranha de carros de policia e uma ambulância sai disparada da sua casa rumo ao hospital mais próximo, e logo depois seu pai aparece sendo algemado por dois policiais. Ele matou seu tio, nem ao menos te deixou a chance de sonhar um dia fazer isso com suas próprias mãos. Mais uma vez sua família prova sua incapacidade. Tanta autopiedade e autoflagelação numa vida podem te levar a um suicídio ou algum ato extremo e urgente do tipo. Mas você é estúpido e escolheu continuar vivendo e agora que tinha só sua mãe, podia em partes ter mais liberdade. Ao menos ela teria mais preocupação com a caixa de valium que ta acabando do com o que esta acontecendo realmente na sua vida. Os anos se passaram e você tem seu primeiro encontro, uma garota linda, daquelas que todos acham que não pode ser real sorri pra você e por pena segura sua mão. Quando as coisas finalmente esquentam ela para e veste as roupas falando do seu ex namorado, que por sinal é o mesmo que um dia te fez lamber bosta de cachorro e que enquanto namorava a tal garota já tinha saído com mais da metade das meninas do colégio. Ela olha pra você e diz que sente muito, murmura um coitadinho com aquela cara nauseante de pena e você cospe na cara dela ganhando logo em seguida um tapa, algo muito mais sincero e digno,você pensa. Ela corre e te deixa pra trás com nenhuma boa lembrança. Você vai andando um passo de cada vez até chegar num bar fedendo a mijo, senta e pede uma cerveja e logo essa cerveja se multiplica e já não se sabe mais quantas foram consumidas. Um litro de alguma cachaça vagabunda te deixa pela primeira vez com uma sensação prazerosa. Você se sente livre mas alguns segundos se passam e o mundo gira e tudo parece ter sido apagado como se alguém desligasse um interruptor na sua cabeça. O sol te acorda e queima a pele enquanto sua primeira visão é o vomito brilhando com a luz e logo sente o cabelo melado de vomito e o mal cheiro que se confunde com o cheiro do bar. O dono que também faz as vezes de garçom dando conta de tudo sozinho logo se apressa a cobrar a conta. "Toda vida tem uma conta meu chapa" e você levanta a cabeça e olha fixamente pra cara do sujeito e lembra do tênis cheio de merda e aquele gosto que nunca se esquece. O cara sorri e fala seu apelido e logo diz que tudo foi por conta da casa gerando um estranhamento seu e uma pergunta. A resposta? "eu era mais merda do que você, por te obrigar a fazer algo tão estúpido, mas precisava fazer aquilo com você pois sabia que você era o melhor de todos ali naquela sala, você era real e sincero " e depois completa com um " era coisa de moleques querendo se afirmar, entrar numa turma, fazer parte de algo". Ele te olha com receio enquanto esta rindo descontroladamente e depois que para olhando pro seu carrasco dos tempos de escola e dizendo as seguintes palavras "eu fazia parte de algo mas nunca me deram a chance de mostrar quem eu era, mas sabe de uma coisa? eu não sou nem um pouco diferente de vocês" e logo quebrando uma garrafa e partindo pra cima do balconista rasgando sua pele de um canto a outro criando um mapa naquele corpo antes atlético com seus músculos vazios, mas agora gordo e ensanguentado caído no chão de um banheiro de um bar nojento e cheio de mijo. Com a garrafa quebrada na mão e ligando pra policia você espera que os homens fardados cheguem logo e te tragam uma liberdade dentro de uma cela. Uma liberdade que você nunca teve fora...mas qual liberdade?
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Ritmo de festa!
Quando você passou boa parte da vida não sendo chamado pra festas ou reuniões sociais do tipo, frequentar essas coisas depois de uma certa idade se torna algo estranho, novo e nem sempre agradável. Eu nunca falo muito quando entro em festas e nem demonstro muito entusiasmo e isso é sempre visto como mau humor, frescura ou chatice, mas eu sei que é só encher a cara que algo interessante nas pessoas aparece(o problema é quando nem assim aparece alguma coisa). Você fica sozinho, observando acuado, sufocado e com um certo asco dos rituais sociais aceitos como o normal. As pessoas estão no topo, no auge de uma falsa alegria em jogar arroz e bananas uns nos outros, trepar pelos cantos da casa depois de passar pelo clássico ritual da dança do acasalamento, e você recebendo alguns falsos abraços e olhares tortos. A música alta e os gritos animados e o vomito solitário na calçada em frente a casa é a mais sincera companhia da noite, já que o vomito veio de você e não pode te trair,julgar,condenar,dar falsos conselhos, se meter na sua vida com a desculpa esfarrapada que era pro seu bem e nem vir falar com você apenas pra pedir um cigarro disfarçando o pedido com um "você ta bem cara?" . Idades,tribos, rótulos se misturam espalhando o caos na casa do amigo em comum e anfitrião que conseguiu reunir um grupo de pessoas diferentes numa espécie de reality show alcoolatra. Bebo mais e não vejo nada, tento parar de vomitar, tento me divertir, tenho ao longo da noite poucos abraços sinceros e algumas quase conversas com pessoas legais. Mas ninguém é legal ou todo mundo é...o que seria uma pessoa interessante? na verdade quando você olha pra um canto e só vê ilhas tentando destruir e isolar outras ilhas se tem a certeza de que a humanidade consegue ser patética e comemorar isso e que você é um deles, tão ridículo quanto. As portas vão se fechando e as pessoas tiram as roupas mas continuam os segredos, todos íntimos sem nenhuma intimidade, acho engraçado e contraditório mas é só mais um conceito estúpido que tenho, assim como os conceitos de todos dentro ou fora da festa. Não é o tempo me tornando um velho chato ou uma regressão aos tempos anti sociais e extremos, mas um fato. Um grupo de pessoas se divertindo consegue ser muito egoísta e solitário, muitas vezes mais do que aquele cara sozinho jogado numa calçada entornando uma garrafa. É o tipo de conclusão que costuma me deixar chateado, mas que chego a ela porque já acreditei muito nas pessoas. Quando você acredita muito em algo e aquilo se mostra uma farsa e você passa a criticar ferrenhamente aquilo que um dia foi tão relevante, isso nada mais é, do que um direito seu de expor o que pensa. Não se fala dessas coisas sem ter vivido pois não da pra entender como certas mentiras funcionam. Quando uma guerra de comida se torna a coisa mais interessante de uma festa você pode ter certeza que ela é uma farsa, mas a maioria só quer algo animado pra passar o tempo, enquanto eu fico perdendo meu tempo sendo eu mesmo e acabo caindo no erro que critico e me torno uma ilha também. E apesar do passado anti social eu já fui a festas menores e mais sinceras onde as pessoas estavam realmente juntas, comemorando a auto destruição cometendo excessos, numa embriaguez coletiva a caminho de um coma, era diversão em estado terminal a caminho do nada. Mas nesse caso a importância das coisas era além de satisfazer o próprio ego, provocar os outros pra bancar o fodão, cuidar do que é seu, gozar ou qualquer atitude egoísta do tipo. Claro que sou egoísta como todo mundo, como você, tenho momentos assim e tenho nojo quando tomo atitudes do tipo mas não nego minha merda tão suja quanto a sua. Eu falo de algo além, e me pergunto quando foi a última vez que você se sentiu realmente bem em grupo? eu falo de amizade porra!! é bom olhar numa festa e ver as pessoas realmente felizes e sendo elas mesmas. Eu só vejo gente fingindo e me sufoca conviver com isso mas ao menos temos o conforto de estarmos afundando todos juntos. O problema é esse, as pessoas apenas se conformam e isso nunca foi viver. Vou e pego minhas coisas, vou embora e a abraço a solidão escura numa noite cheia de muros. Na próxima vez eu sei que vou me sentir melhor descarregando uma arma em todo mundo. Depois é só me virar e acertar o dono do reflexo no espelho.
sábado, 31 de janeiro de 2009
A falha do ser falho
Algo te puxa pra baixo, e você sente vontade de mergulhar mais fundo não oferecendo resistencia a essa força que te empurra pra um abismo, escuro de uma forma que não se pode enxergar seu fim, olhando pros lados, percebe que as paredes se fecham como se fossem te engolir, por um momento hesitando com um receio momentaneo natural quando se esta diante da perda, de algum fim. O ar esta escasso e você sufoca mas deseja mais e finalmente se entrega a um mar revolto e ao mesmo tempo sereno que apaga toda a nostalgia sem piedade e os icones caiem em ruinas e depois de engolido você acorda e se da conta do pesadelo que esteve vivo em seus dias mortos que agora ja descansam em paz e suas feições agora exibem algo neutro a morte ou a vida, uma apatia, um desprezo que não consegue explicar e as palavras não escapam de sua boca e ficam presas sem nenhuma chance de definir o que acontece. A lembrança dos tempos que queria sumir, ser um vegetal se faz presente por um segundo, dando lugar a um vazio daqueles que sobram quando se descarrega uma arma. As coisas ja não são mais escuros mas dão lugar a uma luz vazia, a luz da crença que cega mas te joga esperanças pra logo depois tirar tudo pois explicações nunca foram respostas. E você nem consegue mais sentir a falta de sentir, pois se apegou tanto a falha, mas não como um direito seu, algo que você não pode ser privar de ter, mas sim, como uma dor suprema que deve ser colocada no mais alto altar e adorada e isso te tornou menos que a dor, abaixo do erro, apenas um escravo do fim. Uma vida baseada na insegurança acreditando ter posses de coisas e pessoas, ser o dono e ter a maior solução e o maior problema, mas quando se escolhe viver em função da dúvida tornando ela uma coisa fora do normal a dúvida se volta contra você e volta mais forte do que a vida pois os alicerces não podem ser contruidos pelo medo. Você olha no espelho e lamenta por ter deixado tanto egoismo tornar seus vacilos tçao relevantes ao ponto que nada mais importava, apenas as fraquezas,paranoias,ciumes,julgamentos, condenações e tudo mais mutilando sua existencia e a todos que te importam numa sentença de culpa acima de tudo, quando toda a culpa de todos é tão culpa como a sua, sendo todas elas o mesma punição pra qualquer um.
domingo, 18 de janeiro de 2009
A merda fede mais dentro de você
Perdas e danos aderem a alma como um cancêr espalhando ruinas e não poupando nada que esteja por perto. A dor movimentando vidas e levantando grana, fazendo o amor sangrar em cada esquina, com as pernas abertas pro tempo,receio,julgamentos e todas as mazelas que estupram as sensações causando o fim das coisas. E cada porta de banheiro esconde segredos sujos demais para se acreditar. Cada limpa sua merda e poucos são aqueles que tem ou precisam de alguém pra limpar a própria merda. Todos fedem porque todos produzem um fétido amontoado de dejetos vergonhosos que tentam esconder mas o mau cheiro permanece. A cada dia dando a luz ao inicio da escuridão, a humanidade segue numa trilha de verdades que nunca estiveram la fora, mas sim, dentro de cada um, individuos com suas verdades que nunca foram reais mas que precisam acreditar que sim, que algo é verdadeiro quando a mentira é um dos principais alicerces que sustentam cada pessoa que habita esse planetinha estupido que entupimos de lixo. Pessimismo? isso é fato entre todos aqueles que usam a racionalidade para condenar a tudo e todos, incluindo si mesmo. A dádiva da irracionalidade não nos pertence e sobra a razão como maldição nesse suplicio que carregamos com tanto orgulho e com aquela velha postura pedante. Nos resta admitir a falha que somos e jogar merda no ventilador pois estamos todos no mesmo nivel nessa fossa em que vivemos.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Viagem ao centro da merda
Vamos aos fatos! gente se importando demais com sua vida ou que acha que é o motivo pra tudo, desde a sua ida ao cinema até a sua ausência numa aula, é uma grande merda. E o centro da merda é o que? o cu, ele que faz a merda toda rolar mundo abaixo. Esse seria mais um texto contra o ego e a mediocridade das pessoas e eu falaria sobre o quanto é ridículo aquele cara que fica regulando tudo na sua vida baseado em julgamentos que brotam dos seus conceitos broxantes do que é certo ou errado ou eu poderia falar do cara que acha que o mundo conspira contra ele pois ele deveria ser chamado pra todo evento já que ele é tão relevante pra humanidade quanto o Obama. Mas o Obama é só mais um que caga como eu e você e eu to de bom humor pra falar sobre gente que que precisa ser um cu pra ser feliz, precisa ser o centro da merda saca? afinal, vamos esquecer esse papo de esquartejar e expor os podres da humanidade pois esta chegando o natal, uma bela data cristã,único período do ano em que Jesus vende menos que papai Noel, já que Jesus n tem o saco vermelho e não sai por ai distribuindo fuzil no morro. Um belo país com um Cristo de braços sempre abertos pro descaso,fome e demais mazelas que lembramos no fim de ano pra bancar a alma caridosa e espalhar o amor fraternal que logo da lugar ao cada um por si e todo o egoísmo e crueldade tão comum a cada ano. Não existe natal para todos e isso é tão bonito não é mesmo? o que existe mesmo é um dia como qualquer outro, a diferença é que nesse as lojas lucram mais. Mas ano após ano é a mesma coisa e isso não tem nada de novo e essa merda toda já ta parecendo redação de primeiro ano feita por adolescente metido a comunista. Confesso que é um texto entediante e feito por alguém entediado com o tema e acima disso, de saco cheio com os heróis,gênios,astros,ícones,deuses,formadores de opinião,qualquer mártir de merda,revolucionários e rebeldes,artistas,autoridades e todo rotulo imbecil que servir pra diferenciar e dividir em hierarquias,grupos ou simplesmente definir alguém como se isso tudo fizesse diferença. As vezes eu acho que é preciso crer muito pra não acreditar em nada, pois não é fácil,principalmente quando te tacham disso mesmo sabendo que até o não acreditar já é uma forma de crença mas continuar nisso seria um blá blá blá sem fim típico de gente metida a filosofo, não que eu me importe com os leitores desse blog e suas opiniões(existem exceções que chamo de amigos porque leitor é coisa pra escritor) mas os comentários que vejo são melhores que os textos que a meu ver não tem nada demais, mas os comentários sim, muitas vezes deveriam figurar em um bom livro de piadas. Pra que definir um cara que nem escritor é e que não gosta de definições? não estou sendo arrogante mas sim querendo expor que todos, inclusive quem não tem a tal da "cultura" e "educação" podem realizar coisas realmente interessantes e pra que limitar as pessoas a rótulos e definições? rótulos e definições são coisas deveriam ser produzidas pelo tal centro da merda que falei logo no inicio. Eu sinto vivo! depois de tanto tempo morto ou com morte por perto e tenho pra que perder tempo explicando o porque de me sentir assim. Interprete como quiser, mas esse ano eu puxei a descarga e to com outro ano idiota como todos pela frente mas com muita coisa real rolando comigo, então o ano pode ser só mais um mas minha vida é única assim como a sua, portanto ta na hora de pensar nela e tomar as rédeas. Não falo de um novo começo ou promessas para fim de ano, mas de coisas presentes, atuais e que poderiam ser sempre presentes já que estão sendo válidas. Algumas mortes são inícios mas agir como um morto não começa porra nenhuma. Quem perde tempo julgando esta se privando de cometer um crime e os crimes é que tornam as coisas interessantes. Eu já pratiquei o meu e não vou ganhar presente do velho Noel, mas estou com o resultado dos meus crimes e foragido da culpa, livre para falhar sem esse pudor mesquinho que você tem e te limita a essa eterna busca pela perfeição que nunca foi perfeita.
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